O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o possível acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)
Segundo a CNN Internacional, a riqueza mineral do território autônomo da Dinamarca ajudou a colocar o território no
Autoridades do governo Trump observam as riquezas subterrâneas da Groenlândia como uma forma de desafiar o domínio da China sobre os metais de terras raras, cruciais para uma série de produtos da indústria de defesa e tecnologia. Apesar de afirmar o interesse, o republicano minimizou o assunto durante seu discurso no Fórum Econômico de Davos, na Suiça, nessa quarta-feira (21).
“Não existe essa coisa de terra rara. Existe um processamento raro. Mas há tanta terra rara. E para chegar a essa terra rara, é preciso atravessar centenas de metros de gelo. Não é por isso que precisamos dela. Precisamos dela para a segurança nacional estratégica dos EUA e para a segurança internacional”, disse.
Terras raras são um grupo de 17 elementos da tabela periódica, como Escândio e Ítrio, que são encontrados em abundância na China e no Brasil, e em pequenas quantidades em outros países. Os minerais são considerados insubstituíveis para o funcionamento de eletrônicos como smartphones, televisores, câmeras digitais e LEDS.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou desconhecer o acordo anunciado de Trump com a Otan. Nielsen reiterou que a população groenlandese escolhe o Reino da Dinamarca, a União Europeia e a Otan, ao invés dos Estados Unidos. A ilha quer continuar “um diálogo pacífico” sobre o território, mas com respeito ao “direito à autodeterminação”.
“Não sei exatamente o que contém o acordo sobre o meu país”, disse em entrevista coletiva em Nuuk, a capital deste território autônomo da Dinamarca. “Ninguém além da Groenlândia e da Dinamarca está autorizado a firmar acordos sobre a ilha e o Reino da Dinamarca”, completou.