O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que fechou um acordo comercial com a Índia nesta segunda-feira (2), no qual o governo do primeiro-ministro Narendra Modi teria
Os dois chefes de Estado conversaram por telefone pela manhã, a fim de acertar os últimos detalhes do acordo. “Conversamos sobre muitos assuntos, incluindo comércio e o fim da guerra com a Rússia e a Ucrânia. Ele concordou em parar de comprar petróleo russo e em comprar muito mais dos Estados Unidos e, potencialmente, da Venezuela. Isso ajudará a acabar com a guerra na Ucrânia, que está acontecendo neste momento, com milhares de pessoas morrendo a cada semana”, disse Trump.
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Como resultado, os Estados Unidos vão reduzir as tarifas recíprocas contra a Índia de 25% para 18%. Ainda segundo Trump, os indianos devem reduzir as tarifas contra produtos norte-americanos a zero, e teriam se comprometido em aumentar a importação de itens produzidos nos EUA.
“Nossa incrível relação com a Índia se fortalecerá ainda mais no futuro. O Primeiro-Ministro Modi e eu somos duas pessoas que ‘fazem acontecer’, algo que não se pode dizer da maioria. Obrigado pela atenção a este assunto”, completou Trump.
Em meio ao imbróglio envolvendo a Rússia, o Brasil deve ser beneficiado com a venda de petróleo para a Índia. No final de janeiro, a Petrobras informou que ampliou os contratos de venda para as principais refinarias estatais do governo Modi, com um potencial negócio que envolve até 60 milhões de barris e um valor superior a US$ 3,1 bilhões.
Entre os potenciais clientes envolvem a Indian Oil Corporation (IOC), a Bharat Petroleum Corporation (BPCL) e a Hindustan Petroleum Corporation (HPCL), em um acordo com vigência até março de 2027. Segundo a Petrobras, o acordo faz parte da estratégia de diversificação da carteira de clientes.
“Os contratos reforçam a presença da Petrobras no mercado indiano e contribuem para a diversificação da nossa carteira de clientes de exportação de petróleo. Estamos empenhados em fortalecer parcerias estratégicas, ampliando nossa atuação global e gerando valor para o Brasil”, afirma o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Cláudio Schlosser.