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‘Superquarta’: o mercado na expectativa pelo corte de juros nos Estados Unidos

Resultado das reuniões do Federal Reserve e do Banco Central serão acompanhadas de perto pelos investidores

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O PCE é a medida de inflação preferida do Federal Reserve, ou Fed, como é conhecido o banco central dos EUA
Dólar desvaloriza na medida em que investidores apostam no corte de juros nos Estados Unidos • Pixabay/ reprodução

A reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, aqueceu o mercado financeiro na última semana com a expectativa de corte na taxa básica de juros. Nesta quarta-feira (17), a cúpula da autoridade monetária volta a se reunir para divulgar sua decisão final sobre forte expectativa de investidores.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) também vai divulgar a decisão da sua reunião, em uma coincidência que ficou conhecida como “Superquarta”. Porém, no país a expectativa é a manutenção da taxa Selic a 15% ao ano, com o BC buscando convergir a inflação de 5,13% para o centro da meta, fixada em 3%.

Porém, nos Estados Unidos, o corte é praticamente certo. A sinalização havia sido dada pelo presidente do Fed, Jerome Powell, ainda em agosto, ao repercutir a desaceleração da taxa de emprego no país em uma conferência com investidores. Atualmente, a taxa está prevista entre 4,25% e 4,50%, e o corte previsto é de 0,25 ponto percentual.

Em entrevista à Itatiaia, o economista e sócio da iHUB Investimentos, Lucas Sharau, explicou que o corte de juros é dado como 96%. “Essa chance evoluiu com o tempo, acompanhado dos dados da economia, emprego e atividade econômica. Esses dados colaboram para que os economistas tentem prever o que o Fed vai fazer”, disse.

Para a economista Bruna Centeno, da Blue3 Investimentos, a valorização da bolsa e a queda do dólar mostram uma rotação no investidor americano. Ao apostar no corte, esse agente busca uma taxa de juros mais elevada em outros países. “O cenário pressiona os juros pagos pelos títulos públicos americanos, e isso deixa a renda fixa lá fora menos atraente no carrego, e isso acaba favorecendo esse movimento”, destacou.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.