Reforma tributária traz incertezas, mas competição será ‘equitativa’
Mudança no sistema tributário entrou em fase de transição em 2026, exigindo preparação das empresas

A Reforma Tributária entrou em seu período de transição neste ano, exigindo preparação das empresas para a implementação completa até 2033. No momento, a avaliação geral de especialistas no setor é que as mudanças no sistema trazem um elevado grau de incerteza para o empresariado, mas podem promover melhorias na competição.
A reforma foi tema de um debate promovido, nesta quinta-feira (19), pela Araújo Fontes, consultoria de mercado de capitais, e pelo escritório de advocacia TozziniFreire, em Belo Horizonte. O encontro reuniu empresários e especialistas de todo o país no Hotel Fasano, na Região Centro-Sul.
Segundo Evaldo Fontes, advogado e economista, sócio fundador da Araújo Fontes, a vantagem da reforma tributária é de que ela coloca a competição em uma régua igualitária. “Mas traz insegurança, porque você tem que repensar preso, você tem que repensar forma de comunicação, estrutura de logística. É preciso pensar nos seus benefícios fiscais. É um monte de mudança que requer atenção”, explicou.
Para o especialista, na teoria a reforma é excelente ao facilitar o sistema, combater a sonegação e tornar a competição mais igualitária. “Mas existe sempre a incerteza. Como brasileiros, a gente tem a preocupação de se na prática a intenção vai ser aplicada. Acho que a preocupação é mais na prática e não na teoria. A teoria é positiva e tende a trazer uma concorrência mais justa para a economia”, completou.
Em linhas gerais, a reforma tributária vai promover uma mudança estrutural no sistema, unificando diversos tributos em um sistema de Imposto sobre Valor Agregado duplo (IVA dual). Nesse caso, impostos como ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins serão substituídos pelo CBS e pelo IBS.
O objetivo é reduzir a burocracia, aumentar a transparência e garantir a não cumulatividade de impostos que ocorre no sistema atual. A transição começa neste ano, com regras simplificadas sendo aplicadas de maneira gradual até 2033, dando tempo de adaptação para as empresas.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Foi ganhador do 4º Prêmio CDL-BH de Jornalismo. Já foi homenageado, entre outras condecorações, com a Medalha da Inconfidência, Medalha da Ordem do Mérito Imperador Dom Pedro 2º, Medalha de Mérito da Defesa Civil Estadual e Oscar Solidário. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.




