Barata ou cara: como avaliar o preço de uma ação?
Valor dos ativos pode não ser simples de interpretar, o que costuma exigir alguns métodos de mercado

Avaliar o preço de uma ação é descobrir se ela está sendo negociada por um valor justo (barata) ou acima dele (cara). Indicadores fundamentalistas e métodos de “valuation” costumam ser usados para analisar ativos financeiros.
Não basta olhar para o preço unitário do papel, já que é preciso compará-lo com o valor real e os resultados gerados pela empresa para saber se o preço realmente vale a pena.
Entender como os preços das ações são definidos é o primeiro passo
Quando uma empresa se lança na Bolsa ela define a cotação inicial de negociação das suas ações pelo IPO (Initial Public Offering). Isto é baseado no valor do capital social da empresa, no benchmark (uma métrica de sucesso) do setor, e em pesquisas com investidores.
A partir daí, outros fatores influenciam a cotação, assim como a variação dela ao longo do tempo:
- Demanda;
- Reputação da empresa;
- Lucros da companhia e resultados operacionais;
- Desempenho comercial;
- Valor dos proventos;
- Endividamento da empresa.
A demanda normalmente é a principal característica, já que a tendência é que o preço do ativo suba quando há mais pessoas buscando ações daquela empresa.
Utilize métodos já comuns no mercado para avaliação das ações
Saber se uma ação está cara ou barata exige uma análise criteriosa do desempenho da empresa e dos indicadores financeiros que influenciam os preços dos ativos:
- P/L: o Preço/lucro determina a razão entre o preço da ação e o lucro líquido obtido pela empresa em 12 meses. É simplesmente a divisão dos dois valores, e é a partir dele que você determina em quantos anos terá o retorno do que pagou no papel.
- P/VPA: já o preço por valor do patrimônio divide o preço da ação pelo valor patrimonial por ação da empresa. Quanto menor ele estiver, mais barato está o ativo.
- EV/EBITDA: é preciso ter acesso ao valor de mercado da empresa e às dívidas paa dividir pelo EBITDA — quanto a empresa gera de resultado antes do desconto de impostos, depreciação e amortização. Quanto menor o resultado, mais barata está a ação.
- Dividend Yield: relação entre o valor pago em dividendos pela empresa e o preço da ação. Quanto maior o número, mais barato é considerado o ativo.
- Fluxo de Caixa Livre: quantidade de caixa que a empresa gera depois de deduzir os investimentos em ativos fixos e capital de giro. Quanto maior, mais barata é a ação.
Além dos indicadores, é fundamental analisar o histórico de desempenho da empresa, sua posição no mercado, concorrência, perspectivas futuras e aspectos macroeconômicos que podem influenciá-la.
Plataformas de investimento ajudam com ferramentas e dicas
Para identificar se uma ação é barata ou cara, e se vale a pena investir nela, é possível utilizar ferramentas e plataformas que auxiliam na análise delas e no seu desempenho ao longo do tempo. Além disso, estudar as melhores práticas do mercado te ajudam a entender como ele funciona.
No caso do Inter, por exemplo, você encontra opções de aplicação com base em tipos de investimento, acompanhamento da carteira em tempo real, especialista exclusivo para clientes e até cashback, dependendo do seu tipo de conta. Ferramentas como Home Broker, Tryd Trader e Profit também estão disponíveis.



