A Paramount Skydance (PSKY) vai acionar a
A ação judicial foi anunciada na segunda-feira (12) pelo CEO da Paramount, David Ellison, em um Tribunal do estado de Delaware, especializado em disputas corporativas. O executivo critica a Warner por “falta de transparência” em relação à oferta da Netflix, avaliada em US$ 72 bilhões para a compra dos estúdios de televisão, cinema e divisão de streaming.
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Cabe lembrar que a Paramount fez uma oferta agressiva aos acionistas da Warner, na ordem de US$ 108,4 bilhões. Apesar de ser consideravelmente maior, o Conselho de Administração da produtora rejeitou em mais de uma ocasião a transação, recomendou que os investidores votem contra, e defendeu a venda para a Netflix.
Segundo um comunicado enviado na semana passada aos acionistas, o presidente da Warner, Samuel A. Di Piazza Jr, destacou que a oferta da Paramount oferece riscos elevados e teria um desconto pelo rompimento do acordo com a Netflix.
Ele também cita que a proposta da Paramount depende de um grande financiamento por dívida, que é quando uma empresa usa empréstimos para concluir uma transação. Essa manobra eleva os riscos do negócio não ser concluído. Segundo o executivo, a proposta é uma aquisição alavancada, uma vez que é orçada em sete vezes o valor de mercado da própria PSKY (US$ 14 bilhões)
“O elevado volume de financiamento por dívida previsto na oferta da PSKY aumenta significativamente o risco de não conclusão da transação, especialmente quando comparado à estrutura mais segura da fusão com a Netflix. Para isso, a empresa precisaria contratar mais de US$ 50 bilhões em dívida adicional junto a múltiplos parceiros financeiros”, explicou.
Assim, o conselho recomendou que a Assembleia de acionistas rejeite a oferta da Paramount e aprove a fusão com a Netflix. Segundo Piazza Jr., caso a PSKY não consiga concluir a oferta, os investidores poderiam enfrentar custos relevantes e potencial destruição de valor das ações. Ao defender a transação, ele explica que a gigante do streaming tem um valor de mercado de US$ 400 bilhões e um caixa robusto para sustentar a operação.