As perguntas da audiência no episódio do
Na Pergunta de Ouro, a audiência questionou se é possível haver crescimento econômico sem estrada, saneamento e transporte em pleno funcionamento. A resposta de Bruno foi direta. “Não consegue, nem o Brasil, nem o Estado de Minas Gerais”, afirmou. Segundo ele, a
Bruno apresentou dados para sustentar o argumento. Ele explicou que cada emprego gerado diretamente em obras de infraestrutura cria outros 8,7 empregos ao longo da cadeia econômica. Além disso, cada real investido no setor retorna R$ 1,70 para a economia. “Infraestrutura não é gasto, é investimento”, afirmou, defendendo a ampliação e a continuidade dos investimentos como condição para o desenvolvimento sustentável.
O presidente do Sicepot-MG destacou ainda que o adiamento de decisões tem um custo invisível elevado. De acordo com ele, o custo logístico representa cerca de 19% do chamado custo Brasil, percentual muito superior ao de países desenvolvidos. Esse peso encarece a produção, reduz a competitividade e afasta investimentos. Para Bruno, o país precisaria investir por anos acima de 4% do PIB em infraestrutura para corrigir esse atraso histórico.
Na segunda pergunta da audiência, o foco foi o alto número de obras públicas que começam e não terminam. Bruno lembrou que mais de 50% das
Segundo ele, o problema não está apenas na execução, mas principalmente na forma como as obras são planejadas e contratadas. Bruno explicou que obras públicas ainda são tratadas como serviços comuns, sem a devida qualificação técnica. “Não se pode contratar obra como se compra uma caneta”, afirmou. Para ele, a ausência de projetos bem elaborados e a priorização exclusiva do menor preço empurram problemas para o canteiro de obras.
Bruno destacou que qualificar não significa pagar mais, mas permitir que disputem apenas empresas com capacidade técnica comprovada. Quando isso não acontece, projetos mal feitos chegam à execução cheios de falhas, inviabilizando a continuidade das obras. “O erro nasce no papel”, reforçou, ao apontar a modelagem como raiz do problema.
Ao responder às perguntas da audiência, Bruno voltou a defender que a infraestrutura precisa ser tratada como política de Estado, com planejamento de longo prazo, segurança jurídica para o gestor público e continuidade entre governos. Para ele, apenas assim será possível reduzir o número de obras paradas, melhorar a qualidade das entregas e criar bases sólidas para o crescimento econômico do país.
O episódio reforça o papel do Itatiaia Negócios Cast como espaço de escuta da sociedade e de debate qualificado sobre os entraves reais que impactam o desenvolvimento do Brasil.