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Netflix quer pagar US$ 82,7 bilhões em dinheiro pela Warner

Gigante do streaming alterou os termos da proposta pela compra da Warner; produtora espera votação do negócio até abril

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Oferta da Netflix pela Warner é menor, mas envolve menos riscos
Oferta da Netflix pela Warner é menor, mas envolve menos riscos

A Netflix mudou os termos da oferta para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD), passando agora a oferecer um pagamento integral em dinheiro no valor de US$ 82,7 bilhões, cerca de R$ 443,4 bilhões. A proposta foi comunicada aos investidores nesta terça-feira (20), e aprovada pelo Conselho de Administração da Warner.

Segundo a produtora, a oferta da gigante do streaming simplifica a estrutura da transação e proporciona maior certeza de valor para os acionistas da empresa. A proposta não altera o valor original ofertado, mas retira a condicionante de que parte do pagamento seria feito com ações da própria Netflix. A medida leva mais segurança para os investidores, uma vez que o valor recebido não será influenciado pela volatilidade do mercado.

A transação é avaliada em US$ 27,75 (R$ 148,80) por ação da Warner. A proposta anterior previa o pagamento de US$ 23,25 (R$ 125,43) em dinheiro e os outros US$ 4,50 (R$ 24,13) em ações da Netflix. A proposta também prevê que os acionistas da WBD recebam o valor adicional das ações da Discovery Global, assim que ela for separada da empresa na bolsa.

Essa última etapa, no entanto, ainda depende de aprovações regulatórias e votação dos próprios acionistas da Warner. Segundo a produtora, o acordo deve permitir que a fusão seja votada pelos acionistas até abril de 2026.

“O acordo de fusão revisado de hoje nos aproxima ainda mais da união de duas das maiores empresas de narrativa do mundo e, com isso, de ainda mais pessoas desfrutando do entretenimento que mais amam assistir”, disse David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros.

“O elevado volume de financiamento por dívida previsto na oferta da PSKY aumenta significativamente o risco de não conclusão da transação, especialmente quando comparado à estrutura mais segura da fusão com a Netflix. Para isso, a empresa precisaria contratar mais de US$ 50 bilhões em dívida adicional junto a múltiplos parceiros financeiros”, explicou.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.