A ampliação dos tetos de financiamento para as faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e a redução de juros e o reforço dos subsídios aumentam o alcance do programa e devem influenciar a dinâmica do mercado ao longo de 2026, com impactos que variam conforme a realidade de cada cidade e região.
Para a MRV, maior construtora do país, as alterações ajudam a destravar a demanda, mesmo em um cenário de crédito mais restritivo fora do programa. “As mudanças recentes do Minha Casa, Minha Vida ajudam a ampliar o acesso das famílias à moradia e trazem mais previsibilidade para o setor. Para a MRV, isso se traduz em aumento do estoque elegível e uma dinâmica mais estável para lançamentos e vendas ao longo de 2026”, afirma Thiago Ely, Diretor Executivo Comercial.
Com atuação estrutural desde a criação do programa e presença nacional, a MRV está posicionada para capturar oportunidades em diferentes regiões do país, à medida em que o redesenho do MCMV se traduz em maior capacidade de execução para as empresas do setor.
No pano de fundo, indicadores de mercado reforçam a leitura do especialista. Estudos realizados pela Brain, consultoria de inteligência estratégica, apontam que a demanda deve seguir acima da oferta, sustentando o mercado residencial. A intenção de compra permanece elevada, especialmente entre os mais jovens, reforçando a pressão por moradia em centros urbanos e regiões metropolitanas — onde o MCMV costuma ter papel decisivo na viabilização do financiamento.
Os novos tetos para o financiamento
O Conselho Curador do FGTS aprovou ajustes no teto de preço dos imóveis que podem ser financiados pelas faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida. A mudança começou a valer em janeiro de 2026, possibilitando a compra de imóveis com valores mais altos, principalmente em cidades onde o custo de construção e o preço dos imóveis subiram nos últimos anos.
Com a atualização, os limites do Minha Casa, Minha Vida ficam assim:
- Regiões metropolitanas com mais de 750 mil habitantes: o teto do financiamento passa de R$255 mil para R$270 mil.
- Capitais do país: o teto passa de R$250 mil para R$260 mil.min
- Municípios com população entre 300 mil e 750 mil habitantes: o teto passa de R$245 mil para R$255 mil.
A mudança busca evitar que o programa perca alcance em localidades onde os custos aumentaram, ajudando a manter a oferta de moradias e a viabilidade de novos empreendimentos — especialmente em capitais e regiões metropolitanas.