Bolsa bate recorde aos 165 mil pontos, com pesquisa eleitoral no foco do mercado

Ibovespa teve dia positivo com dados da Quaest mostrando uma queda na vantagem de Lula contra pré-candidatos da direita

Bolsa renovou recorde histórico com uma alta de 1,95%

O mercado de ações brasileiro reagiu bem à divulgação da pesquisa eleitoral da Genial/Quaest desta quarta-feira (14). O Índice Bovespa (Ibovespa) teve uma alta de 1,95% e fechou o pregão batendo o recorde histórico aos 165.145 pontos, ante os 164,4 mil pontos do dia 4 de dezembro de 2025.

O desempenho foi sustentado pelas duas maiores empresas do indicador, a Vale (VALE3) e a Petrobras (PETR3). A mineradora disparou no dia e fechou com alta de quase 5%, cotada a R$ 78,92, com dados de recorde nas importações de minério de ferro na China. Já a petrolífera teve um crescimento de 3,63% aos R$ 34,24, com alta no preço do petróleo.

Para além do preço das commodities, o mercado reagiu bem a pesquisa eleitoral da Quaest e, mesmo indicando vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra os pré-candidatos da direita, não houve pessimismo entre os investidores. Ocorre, porém, que a pesquisa mostra uma queda na diferença de Lula para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em um eventual segundo turno.

Faltando pouco menos de 10 meses para as eleições, o levantamento mostra que a vantagem do petista contra Tarcísio caiu de 10 pontos percentuais (p.p) para 5 p.p, na comparação com a pesquisa de dezembro. Lula tem cerca de 44% das intenções de voto neste cenário, enquanto o governador de SP possui 39%.

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A vantagem do presidente também caiu contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em dezembro, Lula tinha 46% das intenções de voto, ante 36% de Flávio. Agora, o petista possui 45%, contra 38% do senador.

Para além do resultado de 2026, o mercado precifica o tamanho do ajuste fiscal que deve ser feito em 2027, considerando o aumento de gastos com o ano eleitoral. A leitura é de que um novo mandato de Lula poderia resultar em ajustes aquém do necessário, enquanto um governo de direita poderia ser mais agressivo nos cortes.

Dólar tem alta com tesão no exterior

O dólar fechou a quarta-feira (14) em alta, frente ao real. A moeda americana avançou 0,46% na sessão, cotada em R$ 5,39. No mercado de câmbio os investidores observam a escalada da tensão no Oriente Médio, com os protestos no Irã acendendo um alerta para uma possível intervenção militar dos Estados Unidos.

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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