Inflação em Belo Horizonte desacelera no mês de julho, diz Ipead
No acumulado do ano, o IPCA-BH apresenta uma alta de 3,84%, enquanto nos últimos 12 meses o avanço foi de 4,14%

O custo de vida em Belo Horizonte teve uma desaceleração no mês de julho, segundo levantamento do Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead-UFMG) divulgado nesta quarta-feira (5). Os dados revelam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,41% em julho, ante a alta de 1,29% no mês de junho.
No acumulado do ano, o IPCA-BH apresenta uma alta de 3,84%, enquanto nos últimos 12 meses o avanço foi de 4,14%. O Índice de Preços ao Consumidor Restrito (IPCR-BH), que considera o consumo de famílias com renda de até cinco salários mínimos, cresceu 0,45% em julho, também em desaceleração se comparado com junho (1,16%).
A inflação na capital mineira foi segurada, principalmente, por uma alta mais modesta nos preços do grupo Alimentação, que no geral teve uma variação positiva de 0,17% em julho, ante os 0,46% em junho. O item tem um dos maiores pesos no indicador, mas a pequena variação contribuiu com apenas 0,03 p.p no IPCA do mês em BH.
Dentro desse grupo, a refeição fora de casa teve a maior contribuição negativa para o IPCA-BH medido pelo Ipead, com uma queda de 1,02% e uma contribuição negativa de 0,06 p.p. O segundo item com maior impacto foi a batata inglesa, que ficou 18,42% mais barata no mês e contribuiu com 0,03 p.p de queda.
Por outro lado, os itens que mais contribuíram para alta do IPCA-BH foram as excursões, que com o impulso das férias escolares tiveram alta de 4,28% no preço - contribuição de 0,12 p.p no indicador. O condomínio residencial também subiu 1,05% (0,05 p.p), seguido pela cerveja em bares, com alta de 7,69% (0,04 p.p).
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



