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Gol avalia retomar voos para Chile, Equador e Peru

Atualmente, cerca de 17% da capacidade da Gol está alocada em rotas internacionais; plano da companhia é elevar essa fatia a 25% em cinco anos

Atualmente, cerca de 17% da capacidade da Gol está alocada em rotas internacionais

Depois da volta das operações em Caracas, na Venezuela, em agosto, a Gol estuda retomar voos para Chile, Equador e Peru. A meta da companhia, que investe na expansão internacional, é voar para todos os países da América Latina até 2029. Entre os destinos mais relevantes da região, apenas os três países ainda não são atendidos pela companhia.

As rotas para o Chile, Equador e Peru foram interrompidas durante a pandemia. Segundo o vice-presidente comercial da Gol, Mateus Pongeluppi, estudos para a retomada destes destinos estão em curso. De acordo com o executivo, enquanto o mercado aéreo do Brasil deve crescer entre 3% e 5% ao ano, as projeções mais otimistas para a região apontam alta de até 8%.

“Essa expansão geográfica permite diversificação de risco, diluição de custo e crescimento com estabilidade”, disse ele em entrevista ao Estadão/Broadcast. Atualmente, cerca de 17% da capacidade da Gol está alocada em rotas internacionais.

O plano é elevar essa fatia a 25% em cinco anos, com maior concentração no eixo entre o sul da Flórida, nos EUA, e o sul da Argentina. Nesse desenho, a América do Sul tem papel central. “Os estudos já começaram. A próxima janela para adicionar capacidade é julho do ano que vem. Avaliamos se será em meados de 2026, em dezembro ou mais adiante”, diz Pongeluppi.

Para o executivo, o processo é rigoroso, mas “pela relevância, mesmo que não retornem imediatamente à malha, continuarão sendo monitorados”. Atualmente, cerca de 17% da capacidade da Gol está alocada em rotas internacionais.

O CEO da Gol, Celso Ferrer, reuniu-se com o presidente do Equador, Daniel Noboa, na última semana, durante visita do político ao Brasil. Sem divulgar detalhes, a empresa disse, por meio de nota, que avalia continuamente oportunidades de expansão e mantém conversas com governos da região, incluindo o equatoriano.

Em relação à um eventual retorno ao mercado chileno, sede da concorrente Latam, Pongeluppi não prevê atritos. “Quando uma empresa conecta um hub a uma cidade importante, isso costuma ser visto como movimento natural, não como ataque.”

(Com agências)

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