Galípolo vê 'excesso de explicação' em comunicado do Copom
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, analisa comunicação do colegiado sobre a queda da Selic e projeções para a inflação

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (25) que os questionamentos sobre o comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) são resultado de um "excesso de explicação" por parte do colegiado, que tentou abordar muitos fatores em um espaço conciso.
Galípolo reforçou aos jornalistas, durante coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM), que não faltou explicação sobre a decisão do Copom. Na ocasião, o colegiado destacou que o cenário inflacionário do país piorou entre abril e maio.
Mesmo diante da deterioração do cenário da inflação, o Copom optou por reduzir a taxa básica de juros para 14,25% ao ano, além de revisar a projeção de inflação para 2026 para 5,2%, acima da meta.
O comitê também apontou que, desde a reunião de abril, tornou-se "evidente uma desancoragem" das expectativas de inflação para períodos mais distantes, especialmente para 2028.
O presidente do Banco Central reiterou que a autoridade monetária prefere não fornecer sinalizações para não comprometer as futuras decisões sobre a política monetária.
Galípolo ainda destacou que é compreensível que os agentes do mercado financeiro busquem por um "guidance", ou seja, pistas sobre o que esperar das próximas reuniões do Copom em momentos de maior incerteza.
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