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Fiemg elogia plano do governo contra o tarifaço dos EUA, mas prega cautela

Federação das Indústrias de Minas Gerais afirma ver potencial nas linhas de crédito para socorrer as empresas exportadoras

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Navio cargueiro atracado em terminal portuário durante operação de embarque de contêineres, representando o crescimento das exportações do agronegócio paraense no primeiro semestre de 2026.
Fiemg afirma que ainda não é possível avaliar se recursos do Brasil Soberano serão suficientes • Pexels

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) avalia que o lançamento da terceira etapa do Plano Brasil Soberano, anunciado pelo governo federal nesta quarta-feira (22), pode mitigar os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Ao todo, são R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito para socorrer as empresas exportadoras.

Apesar de ver potencial no programa, a Fiemg pregou cautela e afirmou que ainda não é possível avaliar se o volume anunciado e as condições de acesso serão suficientes diante da dimensão dos impactos das tarifas de 25% e a demanda de empresas elegíveis. O tarifaço norte-americano entrou em vigor nesta quarta-feira (22).

“Também será preciso analisar a capacidade das empresas de diversificar seus mercados de destino, assim como a possibilidade de absorção, pelo mercado interno ou por outros países, das mercadorias anteriormente exportadas para os Estados Unidos”, disse a Fiemg, em nota.

A entidade ainda reforçou que acompanha com atenção os próximos passos da política comercial dos EUA, uma vez que a Casa Branca deve concluir uma investigação relacionada à proibição de importações de produtos fabricados com trabalho forçado, que envolve quase 60 países.

Caso o Brasil seja punido, as exportações brasileiras aos EUA devem sofrer com uma nova sobretaxa de 12,5%, que pode ser cumulativas à tarifa de 25% e elevar a alíquota para 37,5 pontos percentuais. “Para a Fiemg, o momento exige diálogo, previsibilidade e a adoção de medidas capazes de preservar a competitividade, os investimentos, a produção e os empregos da indústria brasileira”, completou a entidade.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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