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Brasil não espera exceções em nova tarifa de 12,5% dos Estados Unidos, diz ministro

Ministro Márcio Elias Rosa afirma que tendência é não haver lista de produtos isentos da taxa americana, imposta por suposto trabalho forçado

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O ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa
O ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa • Júlio César Silva/MDIC

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira (22) que o governo brasileiro não espera que haja exceções de setores na tarifa de 12,5% que os Estados Unidos devem aplicar ao Brasil até o fim desta semana.

O ministro destacou a reivindicação do governo brasileiro para que não haja cumulatividade nas tarifas. "Nós reivindicamos que não haja cumulatividade com a da seção 301 da semana passada, assim como nós havíamos pedido que esta não cumulasse com a seção 232, e de fato aconteceu isso. Para essa seção, cujo resultado saberemos na sexta-feira [24], há uma indefinição", explicou o ministro Rosa, sobre a possibilidade de novas tarifas americanas contra diversos países.

A tendência, segundo o ministro, é que não haja lista de exceções, apesar de o governo esperar que as tarifas não se acumulem. A investigação sobre suposto trabalho forçado traz uma lista global de exceções., mas o ministro indica que não espera uma relação voltada especificamente ao Brasil.

A afirmação foi feita durante coletiva de imprensa após o lançamento do Plano Brasil Soberano 3, que irá liberar até R$ 18,5 bilhões para socorrer empresas afetadas pelo tarifaço, pelos conflitos geopolíticos e para setores estratégicos nacionais.

O governo americano deve anunciar nos próximos dias tarifas que variam entre 10% a 12,5% sobre bens importados de 86 países, incluindo o Brasil. Com isso, o Brasil está entre os países mais afetados pela medida. A justificativa para as novas tarifas é a suposta participação de trabalho forçado na produção dos países.

A nova tarifa tem por objetivo dar continuidade à alíquota de 10%, imposta em 24 de fevereiro, sob a Seção 122, e que expira nesta semana após 150 dias em vigor. A expectativa sobre o anúncio de tarifas sobre o Brasil já era tema de debate.

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