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Trump deve anunciar novas tarifas contra dezenas de países nesta semana

Presidente dos EUA deve usar uma investigação sobre trabalho forçado para substituir tarifas de 10% que expiram na sexta-feira (24)

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O presidente dos EUA, Donald Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump • Getty Images via AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar novas tarifas sobre as importações de dezenas de países, inclusive sobre o Brasil, nesta semana. A medida vai substituir as taxas globais de 10% que foram impostas pelo republicano e expiram nesta sexta-feira (24).

Por sua vez, essa sobretaxa de 10% foi uma resposta da Casa Branca após a Suprema Corte derrubar as tarifas globais que haviam sido criadas em abril de 2025 com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. Na época, a Justiça argumentou que a legislação não autorizava o presidente a impor tarifas “unilateralmente”.

Segundo o Financial Times, aliados de Trump preparam opções para permitir que o republicano lance novas tarifas. Nessa segunda-feira (20), por exemplo, o presidente anunciou um tarifaço de 50% sobre produtos canadenses.

Agora, as novas tarifas devem ser implementadas após uma investigação do Escritório de Representação Internacional (USTR) sobre práticas de trabalho forçado em 60 países. O Brasil, que foi afetado por tarifas de 25% na última semana, deve ser sobretaxado com mais uma alíquota de 12,5%, fazendo com que a média do país suba para 37,5%.

Governo vê taxa como ‘muito provável’

Na avaliação do governo federal essa ampliação é “muito provável”, segundo informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Marcio Elias Rosa, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (16). De acordo com ele, essa tarifa foi proposta para que o governo norte-americano substituísse a alíquota de 10% que foi derrubada pela Suprema Corte.

Elias lembrou que a investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) tem prazo até a próxima sexta-feira (24). Para o ministro, a questão é saber se a sobretaxa será cumulativa ou não.

"A expectativa é que virá para todos, porque essa tarifa da Seção 301 do trabalho forçado os Estados Unidos criaram para substituir aqueles 10% que vão acabar na semana que vem. O que vai cair em 10% para o mundo inteiro eles vão substituir por essa de 10 ou 12,5%", disse o ministro.

Segundo o governo Trump, o Brasil e outras 59 nações teriam se omitido ao tomar medidas contra o comércio de mercadorias provenientes de trabalho forçado. Entre os países que podem ser taxados estão aliados dos Estados Unidos, como Argentina, Emirados Árabes Unidos, Israel, Japão, Reino Unido, dentre outros.

Por sua vez, o governo brasileiro já afirmou que não reconhece a legitimidade da investigação do USTR. O Itamaraty argumenta que os EUA não apresentaram provas concretas e não há evidências de que bens produzidos com trabalho forçado no Brasil tenham entrado no mercado norte-americano.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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