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BNDES recebeu R$ 19,5 bi em pedidos de crédito na 2ª etapa de plano contra tarifaço dos EUA

Segunda fase do Brasil Soberano, criado para socorrer empresas afetadas pelas tarifas dos EUA, tem orçamento de R$ 21 bilhões

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Programa atende empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA
Programa atende empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA • Diego Baravelli / Minfra

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu R$ 19,5 bilhões em pedidos de crédito na segunda etapa do Plano Brasil Soberano, programa criado para socorrer empresas exportadoras afetadas pelas sobretaxas dos Estados Unidos. Segundo a instituição, do total de projetos protocolados, R$ 7,5 bilhões têm como objetivo ampliar e adaptar a capacidade produtiva das empresas.

Outros R$ 4,7 bilhões têm como objetivo capital de giro destinado à produção para a exportação, e R$ 1,2 bilhão para aquisição de bens de capital. Ao todo, foram protocolados 677 projetos, sendo 313 de micro, pequenas e médias empresas, com destaque para os setores de saúde, fertilizantes e minerais críticos e químicos.

A segunda fase do Brasil Soberano tem orçamento de R$ 21 bilhões, sendo R$ 15 bilhões oriundos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e R$ 6 bilhões em recursos do próprio BNDES. Segundo o presidente do Banco, Aloizio Mercadante, a instituição analisa projetos estruturantes que vão acelerar a modernização e desenvolvimento dos setores.

“Os resultados mostram a mobilização de recursos em investimentos estratégicos para ampliar a capacidade produtiva nacional, estimular a inovação e apoiar a conquista de novos mercados”, disse o executivo.

Terceira fase do Brasil Soberano

Nesta quarta-feira (22), o governo federal anunciou uma terceira etapa do Plano Brasil Soberano, para socorrer as empresas afetadas pela nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos. Ao todo, serão destinados R$ 18,5 bilhões para as exportadoras afetadas pelo novo tarifaço.

Três grupos de empresas têm direito ao crédito. O grupo um inclui empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores, cujo faturamento bruto com exportações representou 1% ou mais do valor apurado no período de 12 meses entre 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. Neste grupo, estão empresas dos setores do aço, cobre, alumínio, automotivo e de moveleiro.

O grupo dois inclui empresas que atuam em setores industriais de média, média-alta ou alta intensidade tecnológica com relevância na balança comercial brasileira, assim como aqueles setores identificados para adaptação ou modernização produtiva em função de acordos comerciais, ou identificados como estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono.

O terceiro grupo é formado por empresas exportadoras de bens industriais, e seus fornecedores, para países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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