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Dívida pública cresce para R$ 9,27 trilhões em um mês e atinge novo recorde

Em junho, o responsável pela alta na dívida pública de 2,6% em um mês foi a emissão de títulos e a incorporação de juros

PorBrasília
A pesquisa foi encomendada prlo Banco Inter, em parceria com a Consumoteca. • Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Dívida Pública Federal (DPF) cresceu para R$ 9,268 trilhões em junho, atingindo o maior valor da série histórica. A alta foi provocada principalmente pela emissão líquida de títulos públicos, que somou R$ 142,3 bilhões. Até o fim do ano a previsão é que a dívida fique possa chegar até R$ 10,3 trilhões. 

Esses foram os dados divulgados nesta quarta-feira (29) em relatório da Secretaria do Tesouro Nacional. O fechamento do mês aponta um aumento no estoque de 2,61% em relação a maio, quando a dívida estava em R$ 9,033 trilhões. 

Portanto, em junho, o governo emitiu R$ 149,6 bilhões em títulos públicos e realizou R$ 7,3 bilhões em resgates, o que resultou no valor líquido total de mais de R$ 140 bilhões, em conjunto com a incorporação de R$ 93,5 bilhões em juros ao estoque da dívida

A maior parte das emissões ocorreu por meio de títulos atrelados à taxa básica de juros (Selic), que responderam por quase 69% das operações do mês. Os títulos prefixados representaram aproximadamente 24%, enquanto os papéis corrigidos pela inflação corresponderam a cerca de 8% das emissões. 

O relatório mostra, ainda, que quase metade da dívida pública é composta por títulos atrelados à Selic. Os papéis corrigidos pela inflação respondem por cerca de 26%, os prefixados por 21% e os indexados ao câmbio por aproximadamente 4%.

Outra informação apontada pelo Tesouro é que 20% da dívida vence nos próximos 12 meses. Ou seja,  apesar da alta do estoque, o Tesouro destaca que os indicadores permanecem dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) desse ano. 

Otimismo do governo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, em entrevista na manhã de hoje, que o governo federal deve encerrar 2026 com déficit primário zerado e não descartou a possibilidade de registrar superávit nas contas públicas mesmo em ano eleitoral.

Ele ainda garantiu que a equipe econômica trabalha na elaboração do Orçamento de 2027 para o próximo governo, independentemente do resultado das eleições. 

Durigan declarou isso lembrando também do bloqueio que fez de R$ 17,5 bilhões no orçamento deste ano aos órgãos públicos.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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