Itatiaia

Empresas privadas querem investir mais de R$ 1 bi na Ferrovia do Café para ligar Minas ao Rio

Iniciativa articulada pelas Fecomércios de Minas Gerais e do Rio de Janeiro busca reduzir custos logísticos, desafogar rodovias e aumentar a competitividade do café brasileiro; Leilão está marcado para outubro

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Fecomércio quer reativação da ferrovia Varginha-Lavras
Ferrovia • Seinfra / Divulgação

Um projeto que promete transformar a logística do café produzido no Sul de Minas está em discussão entre empresários e o governo federal. Batizada de "Ferrovia do Café", a proposta prevê a revitalização de trechos ferroviários que estão sendo devolvidos ao governo pela concessionária Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

A iniciativa é articulada pela Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio MG) e pela Fecomércio do Rio de Janeiro e tem como objetivo criar um corredor ferroviário para o transporte de café entre cidades do Sul de Minas e os portos fluminenses.

Em entrevista ao Itatiaia Agro, o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, explicou que a ideia é modernizar a infraestrutura ferroviária, ampliando as bitolas e implantando equipamentos mais modernos.

Segundo ele, uma das rotas em estudo ligaria Varginha, Três Corações e Lavras aos portos do Rio de Janeiro. "Nós desceríamos com toda a carga de café e, naturalmente, subiríamos com outras cargas. Isso proporcionaria uma logística muito mais barata e eficiente, além de retirar um grande número de caminhões das rodovias federais de Minas Gerais", afirmou.

De acordo com Donato, a redução dos custos de transporte beneficiaria toda a cadeia produtiva. "Conseguimos baratear o transporte para os produtores e, consequentemente, o comércio receberia produtos com custo menor, permitindo oferecer preços mais competitivos ao consumidor final."

Leilão está previsto para outubro

As negociações em torno do projeto acontecem há cerca de um ano e meio. Segundo o presidente da Fecomércio MG, o próximo passo será o leilão das concessões ferroviárias, previsto para outubro.

O processo é acompanhado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e, de acordo com Donato, já existem grupos privados interessados em assumir a concessão e investir na modernização da malha ferroviária.

A previsão é de um aporte superior a R$1 bilhão. "Já temos empreendedores interessados em investir mais de R$1 bilhão na estrutura. A expectativa é que o leilão ocorra ainda este ano e, nos próximos dois, três ou quatro anos, esses investimentos comecem a ser executados", destacou.

Caso o projeto avance, a Ferrovia do Café poderá representar uma alternativa ao transporte rodoviário, reduzindo custos logísticos, aumentando a competitividade do café brasileiro no mercado internacional e diminuindo o fluxo de caminhões nas rodovias entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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