Consignado privado ligado à Carteira de Trabalho leva à informalidade, defende Roscoe

‘Está havendo um abuso de algumas instituições financeiras’, argumenta o presidente da FIEMG

Presidente da Fiemg, Flávio Roscoe

O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, afirma que o empréstimo consignado privado, ligado à Carteira de Trabalho por meio do “Crédito do Trabalhador”, criado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode levar à informalidade.

Em entrevista, ele defendeu que é importante que trabalhadores menos informados não caiam em uma “ciranda financeira” com “juros proibitivos ou inviáveis” ou “até mesmo extorsivos” e classifica que há taxas muito elevadas, que são incompatíveis com a renda do trabalhador e com a realidade do mercado.

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“Está havendo um abuso de algumas instituições financeiras e a gente entende que a limitação da taxa vai trazer um um limite assim como tem no aposentado do INSS e para os servidores públicos. O exagero provoca que o trabalhador perca renda, claro, porque se ele contrata o empréstimo a 15% de juros, ele não vai conseguir pagar”, pontua.

Com isso, na visão do chefe da entidade empresarial, perde-se um consumidor em enrascadas financeiras que podem ser provocadas pelos empréstimos. “Você é alguém negativado, a pessoa vai ter problemas com isso e no caso agora dessa modalidade de empréstimo, a carteira de trabalho fica com empréstimo, então mesmo que ele peça a demissão do emprego, na hora que ele arrumar outro emprego, começa a debitar também o financiamento”, explica.

“Então ele fica quase que excluído ali do mercado de trabalho, tem que trabalhar de bico para eventualmente receber algo porque se ele voltar a trabalhar com carteira assinada, o empréstimo será descontado”, conclui.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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