O Banco Regional de Brasília (BRB) disse que a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (14) contra o Banco Master, aumenta as chances de reaver os recursos que foram aplicados na instituição durante o
Em nota enviada à imprensa, a administração do BRB informou que realizou uma reunião com o liquidante do Master, e avançou nas tratativas para reaver recursos que pertencem à instituição. “Como credor na liquidação, o Banco respeita a ordem de prioridade dos demais credores, mas segue atuando com firmeza para recuperar todos os compromissos pendentes”, disse.
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Segundo o banco, o
O BRB foi alvo da primeira fase da Compliance Zero, ainda em novembro de 2025, suspeito de ter comprado ativos podres do Master após a compra do conglomerado de Vorcaro ter sido barrada pelo Banco Central. Na época, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor financeiro Dario Oswaldo Garcia, foram afastados do banco e demitidos logo em seguida.
A instituição teria injetado R$ 16,7 bilhões no Master entre 2024 e 2025, na compra de carteiras de crédito falsas e ativos irregulares. No ano passado, o BRB informou que já teria liquidado ou substituído mais de R$ 10 bilhões dos ativos do Master, e disse que poderia receber um aporte do seu controlador, o governo do Distrito Federal, caso seja confirmado o prejuízo no caso Master.
Com a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, os recursos ficaram congelados. O Master estaria usando carteiras de crédito falsas para alavancar seu patrimônio. A suspeita das autoridades é de que o Banco usava Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) que pagavam valores acima da média de mercado, enquanto usava o dinheiro aplicado pelos investidores em ativos de risco.