Itatiaia

Brasil cria 58,5 mil empregos em julho, pior resultado do mês desde 2020

Número vem abaixo das expectativas e representa o pior saldo mensal deste ano

Por
Caged apontou dados positivos na criação de vagas formais em outubro
Caged apontou dados positivos na criação de vagas formais em janeiro • Agência Brasil

O Brasil criou 58.568 vagas de trabalho em julho deste ano, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta sexta-feira (28) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Considerando apenas dados do Novo Caged, o saldo de julho é o pior para o mês desde o inicio da série histórica, em 2020.

Segundo o MTE, o saldo é resultado de 2.262.888 milhões de admissões e 2.204.320 milhões de desligamentos.

Também é o menor número mensal deste ano, e o pior saldo desde dezembro de 2025, quando o país perdeu 634.374 postos de trabalho.

O resultado veio bastante abaixo das expectativas do mercado. Segundo pesquisa Reuters, a previsão era um saldo positivo de 112 mil postos.

O resultado demostra uma nova queda na geração de emprego, após uma recuperação no mês de junho, ficando em patamar abaixo dos meses de abril e maio que eram até então os piores resultados do ano.

Nos primeiros sete meses de 2026, o Brasil criou 972.203 vagas, resultado superado apenas pelos primeiros sete meses de 2020, quando o país registrou a perda de 1,39 milhão de postos de emprego.

Atividades

No mês de julho, quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas registraram saldo positivo.

O destaque foi para o setor de serviços, com a criação de 24.098 postos, seguido da construção, com 12.691, a agropecuária, com 12.523, e a indústria com 11.315 posto formais de emprego.

O setor comercial foi o único com saldo negativo, perdendo 2.056 postos de trabalho.

Por

Acompanhe as últimas notícias produzidas pela CNN Brasil, publicadas na Itatiaia.

 

 

Belo Horizonte