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Emprego cresce com força em transporte e setor público, aponta IBGE

Apesar da taxa de desocupação crescer no segundo trimestre do ano, maioria dos setores econômicos ficam estagnados

PorBrasília
produção industrial
Dumping prejudica a indústria nacional • Reprodução IBGE

Enquanto a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no segundo trimestre deste ano, os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta quinta-feira (30), mostram que a recuperação do mercado de trabalho não ocorreu de forma uniforme entre os setores da economia. O avanço das contratações ficou concentrado nas áreas de transporte e no setor público, enquanto os salários permaneceram praticamente estáveis na maior parte das atividades.

Na comparação com o trimestre de janeiro a março de 2026, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra apenas dois grupamentos registraram aumento significativo no número de trabalhadores. O setor de Transporte, armazenagem e correio ganhou 235 mil ocupados, alta de 3,9%, impulsionado pelo crescimento das atividades de logística e distribuição.

Já a área de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais abriu 489 mil postos de trabalho, avanço de 2,6%. O resultado reflete o peso do setor público e das atividades ligadas à prestação de serviços essenciais na geração de empregos.

Os demais setores da economia permaneceram praticamente estáveis no período.

Entre as 103,1 milhões de pessoas lotadas em postos de trabalho, 39,4 milhões são empregados do setor privado com carteira assinada. Outros 13,6 milhões trabalham sem carteira assinada também na iniciativa privada, enquanto 13 milhões são funcionários públicos. Já o número de trabalhadores por conta própria foi estimado em 26,1 milhões. 

Movimentação do mercado de trabalho estagnada

O movimento se repete quando a comparação é feita com o mesmo trimestre de 2025. Transporte, armazenagem e correio registrou crescimento de 4,9%, com 293 mil trabalhadores a mais, enquanto o grupamento de Administração pública, educação, saúde e serviços sociais avançou 2,9%, o equivalente a 541 mil novos ocupados.

Na direção oposta, os serviços domésticos perderam espaço. O número de trabalhadores no setor caiu 5%, o que representa menos 289 mil pessoas ocupadas em relação ao segundo trimestre do ano passado.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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