Brasil cria mais de 145 mil empregos em junho, resultado é o menor patamar desde 2020
Mercado segue aquecido em junho com mais admissões que desligamentos e o setor de serviços puxando a criação de vagas formais

O cenário de incerteza na economia, marcado pela expectativa dos impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, tem aparecido no mercado de trabalho formal. Apesar de aquecido, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quarta-feira (29), mostram que o país criou 145.161 vagas formais em junho, esse é o menor patamar desde 2020.
Nesse mês, foram 2,22 milhões de admissões e 2,07 milhões de desligamentos. Ao todo, no primeiro semestre, foram 921.645 vagas com carteira assinada.
Ainda assim, o ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Luiz Marinho, comentou que não acredita em um ritmo de desaceleração que "inverta a curva para negativo", mesmo com a "bagunça do Trump."
"Você tem evidente a contribuição negativa dos juros, e tem evidente a contribuição do mister Trump, com os tarifaços, com as consequências, e com a bagunça que cria aí em alguns setores", disse.
O desempenho positivo do mês foi puxado pelo setor de Serviços, responsável por 74.514 novos postos de trabalho no mês. No acumulado do semestre, o segmento já criou 571.926 vagas, o equivalente a cerca de 62% de todos os empregos formais gerados no país.
Na sequência, a agropecuária registrou saldo positivo de 22.898 vagas em junho, seguida pelo comércio (19.177), indústria (14.438) e construção (12.136).
No acumulado do primeiro semestre, além dos serviços, os mesmos três setores apresentaram crescimento. O comércio foi a única área a registrar saldo negativo em seis meses, com fechamento de 3.514 vagas, apesar do resultado positivo observado em junho.
Marinho acredita que o saldo de pessoas com carteira assinada vai acontecer de forma "mais disciplinada."
"Eu creio que vai continuar crescendo, de forma menor que foi em 2023, 2024 e 2025", concluiu.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



