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Bloqueio no orçamento não afetará benefícios sociais, diz ministro

Ministro do Planejamento e Orçamento afirmou que bloqueio será diluído entre as diferentes áreas do governo para evitar impactos concentrados

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O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti • Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta sexta-feira (26) que o bloqueio de R$ 23,7 bilhões no orçamento federal não afetará serviços públicos e benefícios sociais. A declaração foi dada em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo o ministro, o bloqueio será diluído entre as diferentes áreas do governo para evitar impactos concentrados e assegurar a continuidade dos serviços. Ele ainda explicou que a medida não é um corte definitivo, mas um ajuste para garantir o pagamento de despesas obrigatórias.

“O que nós fizemos foi um remanejamento dentro do orçamento para garantir que esses benefícios sejam pagos. Afinal de contas, são direitos das pessoas e, ao fazer o bloqueio desses recursos, fizemos de uma maneira proporcional, para que cada um pague um pouquinho e não haja um impacto tão grande sobre cada uma das pastas”, declarou.

Na última segunda-feira (22), a equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou o bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões de gastos não obrigatórios. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses. Com o ajuste, o total de recursos bloqueados neste ano já chegou a R$ 23,7 bilhões

Moretti ainda lembrou que, desde 2023, o governo adota medidas para a criação de políticas públicas sem abrir mão do controle fiscal, por meio do arcabouço que substituiu o antigo teto de gastos. “É para isso que criamos regras de limitação das despesas”, disse.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.