Alimentos puxam queda da inflação, que fica em 0,07% em julho
Tomate, batata e cenoura ficaram mais baratos, enquanto energia elétrica subiu e pressionou o índice, segundo o IBGE

A inflação oficial desacelerou pelo quarto mês consecutivo em julho e ficou em 0,07%, ante 0,16% em junho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE. A queda foi puxada principalmente pelos preços dos alimentos, enquanto a energia elétrica exerceu a maior pressão de alta sobre o índice.
O resultado foi o menor para um mês de julho desde 2022. Com a desaceleração, o IPCA acumulado em 12 meses caiu de 4,81% para 4,44%, voltando para dentro do teto da meta de inflação, de 4,5%.
Os alimentos foram os principais responsáveis pela queda na inflação, ficarando 0,67% mais baratos em julho. A queda foi puxada principalmente pelo tomate, que recuou 29,09%, pela batata-inglesa (-19,59%) e pela cenoura (-14,41%). O café moído também teve queda, de 2,45%.
Na direção oposta, a energia elétrica residencial subiu 3,09%, influenciada pela manutenção da bandeira amarela nas contas de luz. O grupo Habitação, que inclui a energia, teve a maior alta entre os grupos pesquisados, de 0,99%.
Os combustíveis ficaram 1,44% mais baratos, com quedas na gasolina, no etanol e no diesel. A redução ajudou a limitar a alta dos Transportes, que ficou em 0,05%, apesar do aumento de 11,67% nas passagens aéreas.
No acumulado de 2026, a inflação está em 3,44%.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



