Itatiaia

Valdir Barbosa: Tarifa zero de Trump para carne brasileira afasta picanha da mesa do consumidor

Os preços da arroba bovina voltaram a subir indicando novo recorde em dezembro e janeiro

Por
E o preço da 'picanha prometida' para onde vai? • CNA/Reprodução

Amigas e amigos do Agro!

O mercado interno da carne bovina para o consumidor não ficou na dependência da divulgação das tarifas de Donald Trump e os preços nas casas de carnes e supermercados se mantiveram firmes mesmo com as quedas em sequencia da arroba do boi.

A primeira quinzena de julho encerrou com a arroba valendo 329 reais, queda de 2% em relação ao mês passado.

Com o anuncio de tarifa zero para a entrada da carne bovina nos Estados Unidos, os preços reagiram e a arroba saltou de 329 para 338 reais em São Paulo; Mato Grosso do Sul com 334,00; Goiás e Mato Grosso do Sul 318,00: Minas Gerais anda com os preços meio travados 314,00 reais. Vamos observar como vai se comportar o boi mineiro a partir de hoje.

O mercado futuro voltou a atrair investidores, indicando preços firmes no segundo semestre de 2026, devendo alcançar novo recorde nominal em janeiro com o valor da arroba atingindo 366,50, contra 320 reais em janeiro passado, seria um aumento de 46,00 reais de janeiro a janeiro no valor da arroba.

De acordo com a B3, a evolução dos preços no mercado futuro, seria de 336,00 em agosto, 341,00 em setembro, 350,00 em outubro, 354,00 em novembro, 355,00 em dezembro, 366,50 em janeiro.

Vale também observar que o abate bovino no primeiro trimestre de 2026 foi recorde e nunca se abateu tantas fêmeas no primeiro trimestre de um ano como em 2026, superando 2025 e 24.

Significa que não teremos gado sobrando como nos últimos anos. É o ciclo do boi chegando ao Brasil. Diante da previsão de novos preços e de menos boi no pasto ano que vem, podemos dizer que a tão sonhada “picanha prometida”ainda demora a chegar à mesa de muitos brasileiros.

Valdir Barbosa
Itatiaia Agro

Por

Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.

 

 

Belo Horizonte