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Mercado brasileiro recebe quase 10 milhões de doses de vacinas contra clostridioses

Do total de doses disponibilizadas em agosto, 73% foram de vacinas importadas e 27% de fabricação nacional

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Boi da raça Nelore em uma área de pastagem.
Vacinação e manejo adequado estão entre as principais medidas para prevenir as clostridioses no rebanho. • Pexels

Durante o mês de agosto de 2026, o mercado brasileiro recebeu 9.983.660 doses de vacinas contra clostridioses. As clostridioses são um complexo de enfermidades causadas por bactérias anaeróbias do gênero Clostridium, que acometem principalmente ruminantes como bovinos, ovinos e caprinos. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última quarta-feira (2).

Do total disponibilizado no período, aproximadamente 73%, equivalente a 7.304.740 doses, correspondem a vacinas importadas. Já os outros 27%, 2.678.920 doses, são de fabricação nacional.

Segundo o comunicado, o Mapa mantém atuação permanente junto à indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da produção nacional, viabilizar importações e agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação de vacinas, contribuindo para o abastecimento do mercado nacional.

Não foram detalhadas quais espécies receberam as doses no período e nem a distribuição nacional de imunizante.

Sobre as clostridioses

As clostridioses acometem principalmente ruminantes como bovinos, ovinos e caprinos. O mecanismo de ação dos agentes do gênero Clostridium é basicamente a produção de toxinas e invasão de tecidos. A penetração no organismo animal ocorre pela ingestão de alimentos contaminados, ferimentos ou inalação. As toxinas, por sua vez, são produzidas no organismo animal ou são ingeridas pré-formadas.

O diagnóstico é baseado no isolamento do agente e na detecção da toxina por técnicas como imunofluorescência, inoculação em camundongos, ELISA e técnicas moleculares. É de extrema importância o histórico do rebanho com relação a vacinações e sinais clínicos. A erradicação é praticamente impossível, devido às características ecológicas dos agentes que fazem parte da microbiota digestiva dos animais e do solo e pela sua forma de resistência na natureza.

Medidas adequadas de manejo e vacinação contra a doença são as principais formas de combater a doença. As vacinas devem ser administradas em duas doses intervaladas de 4 a 6 semanas e reforço 12 meses após, exceto a C. haemolyticum, que deverá ser realizada semestralmente.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

 

 

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