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MAPA libera mais 2,4 milhões de vacinas contra clostridioses para a pecuária

Injeção de insumos garante a proteção de bovinos, ovinos e caprinos contra doenças fatais como botulismo e manqueira

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Falta de vacinas contra clostridioses alerta pecuária; MAPA explica crise e libera doses
Montante desde março ultrapassa a marca de 41 milhões de doses • Canva/ Banco de imagem

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou que, entre os dias 25 e 29 de maio, foram disponibilizadas mais 2.470.600 doses de vacinas contra clostridioses no mercado brasileiro. A liberação faz parte do esforço contínuo para garantir o abastecimento de insumos essenciais à saúde do rebanho nacional e prevenir surtos de doenças bacterianas graves, como o botulismo e a manqueira.

Do montante total injetado no mercado ao longo desta semana, a maior parte tem origem na indústria local: 1.360.800 doses (55,08%) são de fabricação nacional. O restante do lote, que soma 1.109.800 doses (44,92%), corresponde a produtos importados autorizados pelo governo federal.

Com essa nova remessa, o balanço oficial aponta que o volume acumulado de vacinas disponibilizadas ao setor pecuarista desde março já ultrapassa a marca de 41 milhões de doses, somando os imunizantes fabricados no país e os vindos do exterior.

Articulação com a indústria e agilidade na liberação

As clostridioses estão entre as doenças que mais causam prejuízos econômicos na pecuária de corte e leite, devido à alta taxa de mortalidade fulminante nos animais não vacinados. Para evitar gargalos na oferta, o Mapa informou que mantém uma interlocução permanente com a indústria de insumos veterinários.

De acordo com o ministério, o objetivo dessa atuação conjunta é estimular a ampliação da capacidade produtiva das plantas nacionais e viabilizar canais de importação seguros. Paralelamente, o órgão tem trabalhado para desburocratizar e agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação dos lotes nos portos, aeroportos e laboratórios de referência, garantindo que o produto chegue mais rápido às fazendas brasileiras.

Orientações ao produtor: manejo como barreira sanitária

Enquanto o mercado não se estabiliza — o que deve ocorrer plenamente apenas no segundo semestre — entidades como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) reforçam que o manejo preventivo é a única arma disponível no momento.

As clostridioses (como o carbúnculo sintomático e o botulismo) possuem altíssima taxa de letalidade. Sem a vacina disponível em larga escala, o Sistema Faemg Senar recomenda três pilares de ação imediata:

  • Nutrição rigorosa: manter suplementação mineral e alimentar adequada para fortalecer o sistema imunológico dos animais.
  • Higiene ambiental: realizar o descarte e a destruição correta de carcaças no campo para evitar a proliferação das bactérias.
  • Priorização de lotes: caso o produtor consiga adquirir doses, deve priorizar animais que nunca foram vacinados antes de realizar o reforço em animais já imunizados anteriormente.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o MAPA seguem em monitoramento contínuo para garantir que a capacidade produtiva das indústrias remanescentes seja ampliada com a urgência que a segurança sanitária do rebanho brasileiro exige.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde