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Valdir Barbosa: Trump e Lula empatam no preço da picanha vendida ao consumidor aqui e lá

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Trump e Lula empatam no preço da picanha vendida ao consumidor aqui e lá • Gilberto Gratão/Divulgação

 

Amigas e amigos do Agro!

A China já informou que 90% da cota de carne bovina já foi recebida. Faltam 10%, em torno de 100 mil toneladas, volume que já foi quase todo embarcado e vai cortando mares rumo a Pequim.

E como em setembro a União Europeia para de importar a carne do boi brasileiro, teremos uma perda de aproximadamente de 60 a 80 mil toneladas até dezembro.

Japão e Coreia do Sul, mercados perseguidos pelo Brasil a um bom tempo, dificilmente vão comprar carne bovina brasileira esse ano.

Entretanto, abre-se uma janela que já era nossa e foi perdida temporariamente com os Estados Unidos, mas que agora foi reaberta e livre de tarifas porque os americanos vivem o pior momento de sua pecuária nos últimos 70 anos.

Conversando ontem com um amigo que tem vários anos vivendo em Atlanta, Gilberto Gratão, ele me relatou que está ficando cada dia mais complicado para o americano comer carne como se fazia anos atrás.

Me disse o Gilberto que 2 libras de fraldinha, o que seria 900 gramas aqui no Brasil, custa 30 dólares em Atlanta. Convertendo 30 dólares x 5,22 ( cotação de hoje), 900 gramas de fraldinha custa R$ 156 ou cerca de R$ 170 o quilo.

Porém, aqui se paga em torno de R$ 50 a R$ 55 o quilo da fraldinha e está muito caro para o consumidor brasileiro.

Também nos Estados Unidos há promoções, como 1 kg e 300 gramas de picanha valendo R$ 160. Os preços de uma boa picanha tanto aqui, quanto lá nos Estados Unidos valendo R$ 120.

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Lá como aqui, as embalagens têm ficado menores principalmente a carne que pode ser encontrada em pacotes de 450 gramas.

Aqui já temos leite em caixinha de 250 ml. Até a pouco tempo só havia de um litro. As barrinhas de chocolate, com a disparada do cacau, diminuíram o peso e ganharam no preço. São opções dadas ao consumidor quando o bolso vai ficando vazio.

Voltando a carne bovina, os preços nos Estados Unidos sobem com frequência e a boiada americana não será suficiente para sustentar a população nos próximos 2 anos, pelo menos.

Então, o caminho é continuar aumentando a compra da carne brasileira sem tarifa assim como se faz com o café, suco de laranja, frutas e outros alimentos.

Aqui, no mercado doméstico, a previsão para o consumidor não é das melhores, principalmente quando se observa um certo equilíbrio no mercado futuro da B3 até fevereiro de 2027.

Mesmo com algumas oscilações e com pequenas altas previstas para os próximos 2 meses, o mercado futuro vai precificando a arroba em R$ 370 para janeiro e fevereiro.

Para dezembro, o consumidor vai pagar no natal e no réveillon um pouco mais caro do que se paga hoje no balcão do açougue ou da casa de carnes.

Um detalhe que chama a atenção é a demanda dos produtores a procura do boi gordo na B3, que aqueceu a partir de julho.

Muitos produtores estão procurando a B3 para travar os preços futuros, uma forma de proteção contra a volatilidade do mercado.

É aquele detalhe, você analisa bem a sua planilha de custos da arroba do boi e depois busca no mercado futuro um valor que garanta uma margem de lucro razoável. Ou seja, se os preços subirem no mercado você ganha menos, mas se houver uma queda a sua margem de lucro prevista está garantida.

Valdir Barbosa, Itatiaia Agro.

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.

 

 

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