Valdir Barbosa: alta do bezerro empurra preço do boi para cima e entra no bolso do consumidor
Com menos gado no pasto, fêmeas sendo preservadas para reprodução e o preço do bezerro batendo recorde, o consumidor fica cada vez mais longe da picanha prometida

Amigas e amigos do Agro!
Com o preço do bezerro fechando agosto na maior alta dos últimos 5 anos, o mercado indica a disparada do boi gordo rumo a novos recordes em outubro, depois dezembro e janeiro.
A alta do bezerro vem casada com a retenção das fêmeas, nesse momento preservadas para reprodução. E, como temos menos gado no pasto por causa do ciclo bovino, não há como a carne ficar mais barata.
Por isso, as previsões no mercado futuro da B3 extrapolam os valores correntes no mercado físico.
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O que significa isso?
O boi está ficando cada dia mais caro e a carne no mercado varejista sobe num percentual bem menor, porque o consumo está em queda e boa parte da população, por causa do preço, busca alternativa no frango, porco, ovos e alguns peixes mais baratos.
Diante disso, como dissemos aqui na semana passada, é um bom momento para o pecuarista conservador travar os preços da arroba bovina na B3 ou então na indústria frigorifica, evitando qualquer virada de mesa no mercado. Trata-se de uma garantia a mais com bom ganho de lucro.
Essa virada de mesa, que citei, não há indicativos para que ela acontece de forma brusca. Os Estados Unidos vão aumentar o volume de compras da carne brasileira, eles não têm outro caminho.
Mesmo com a China e a União Europeia parando de comprar carne bovina do Brasil, outros novos embarques estão sendo feitos para países asiáticos.
E pode ser que a própria China volte a comprar em breve nossa carne bovina, antecipando a cota do ano que vem
Valdir Barbosa
Itatiaia Agro
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.



