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Valdir Barbosa | Falta de chuva em Minas Gerais sobe preço do café no Brasil e em Nova York

Regiões produtoras do café arábica em Minas e São Paulo não estão regulares e trazem instabilidade para mercado internacional

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Aumento de preços variou conforme o selo de qualidade do produto • Imagem ilustrativa Pixabay
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Amigas e amigos do Agro!

O café fechou em alta de 3% na Bolsa de Nova York, uma reação com as poucas chuvas que caíram nesses dias nas grandes regiões produtoras do café arábica em Minas Gerais e São Paulo.

Também o baixo estoque do café nos Estados Unidos é outro motivo de alta, porque no fim de ano vem as comemorações natalinas, Réveillon e o frio aumenta o consumo.

Com o tarifaço de Donald Trump, o americano está pagando 40% mais caro para beber um café fora de casa.

Escapando do tarifaço, uma importadora que recebeu um volume de 720 mil dólares de café brasileiro na Flórida, redirecionou a carga para o Canadá, onde a entrada para os Estados Unidos tinha taxas menores.

A Semana Internacional do Café, maior evento brasileiro do setor, começa nesta quarta-feira (5) e vai até sexta-feira )7) no Expominas, em Belo Horizonte, no Complexo Alysson Paolinelli da Gameleira - uma promoção da Faemg.

Participam produtores e grandes empresas de todo o Brasil e está sendo esperado um público superior a 20 mil pessoas, devendo render R$ 150 milhões em negócio nos mercados doméstico e internacional.

O café arábica mineiro acompanhou a Bolsa de Nova York, à exceção de Guaxupé-MG que manteve em R$ 2.201 a saca de 60 kg do Tipo 6, bebida dura, o mais usado para consumo em casa.

Poços de Caldas valendo R$ 2.310, aumento de 2,2%; Patrocínio, R$ 2.370, alta de 4%; Varginha, R$ 2.350, alta de 2,6%.

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.