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Nova Renault Niagara chega em novembro, mas deixa versão híbrida para 2027

Picape tem compartimento secreto a bordo, e caçamba tem 938 litros de capacidade e suporta até 654 kg de carga

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Renault Niagara
Renault Niagara • Divulgação

A Renault apresentou a picape Niagara, sucessora estilosa da Duster Oroch. O novo modelo faz parte da futuREady da marca, que prevê o lançamento de 14 veículos fora da Europa até 2030. Brasil, Argentina e Colômbia aparecem entre os principais mercados da Niagara. O preço não foi divulgado.

A Niagara, da mesma plataforma RGMP do Boreal e do Kardian, tem motor 1.3 turbo flex de 160 cv de potência, frente alta, grade ampla e elementos que reforçam sua aparência parruda.

Por dentro, há central multimídia de 10,1 polegadas, painel digital de 10,2, carregador de celular por indução e sistema OpenR Link com Google integrado com Gemini.

4x2 ou 4x4

Na versão 4x2, mais leve e econômica, a força do motor é enviada apenas para o eixo dianteiro. É uma configuração mais indicada para a cidade, rodovias e estradas de terra em boas condições.

Já a 4x4, sem bloqueio de diferencial, distribui a força entre os dois eixos. Na Niagara, o sistema pode transferir torque para as rodas traseiras quando identifica perda de aderência ou quando a situação exige mais tração. Em ambas, as rodas são de 17 polegadas.

Motor do Boreal

Com 4,94 metros de comprimento e 2,96 metros de entre-eixos, a Niagara será equipada com motor 1.3 turbo de injeção direta, que poderá ser movido apenas a gasolina ou ter tecnologia flex, dependendo do mercado. As configurações 4x2 e 4x4 entregam 156 cv com gasolina e 160 cv com etanol. O torque máximo é de 270 Nm.

O conjunto mecânico pode ser combinado ao câmbio manual de seis marchas ou à transmissão automática de seis velocidades e dupla embreagem úmida.

A caçamba tem 938 litros de capacidade e suporta até 654 kg de carga. Segundo a fabricante, o modelo também pode rebocar até 710 kg. Outro destaque é o compartimento de 36 litros localizado atrás dos bancos traseiros.

Na versão 4x4 Outsider automática, a picape tem 233 mm de distância do solo. Na 4x2, são 223 mm. Os ângulos de ataque e saída também mudam ligeiramente entre as configurações. Os acessórios de série são responsáveis por essa diferença de poucos milímetros. O visual Outsider também poderá ser adquirido para a versão 4x2.

Tecnologia

A cabine, belíssima por sinal, pode receber iluminação ambiente de LED com até 48 cores e conta com um amplo pacote de assistência ao motorista. Entre os recursos do sistema ADAS estão controle de cruzeiro adaptativo com Stop & Go, alerta e assistente de permanência em faixa, reconhecimento de placas, detector de fadiga, frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego, câmera de ré, sensores dianteiros e traseiros, assistente de estacionamento e câmera panorâmica de 360 graus.

A bordo, o fabricante encontrou espaço de seis litros atrás do assento traseiro para guardar pequenas bolsas. Fica do lado direito porque, do lado contrário, estão as ferramentas. O encosto do banco de trás tem inclinação de 25 graus, enquanto a distância para os joelhos chega a 200 mm. Dependendo da versão, há bancos dianteiros com ajustes elétricos e acabamento em tecido ou couro sintético. A capota elétrica é um dos acessórios que dão mais elegância ao conjunto.

Feita na América Latina

O design nasceu no Brasil, abandonou o losango na grade frontal e ganhou uma nova assinatura que poderá ser luminosa (acessório). O trabalho conjunto das equipes de engenharia brasileiras e argentinas transformou a sucessora da Duster Oroch em uma bela picape, que estampa seu nome na tampa da caçamba. A produção ficará concentrada na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, na Argentina.

Faltou a híbrida HEV

Nesse ponto, a Renault deu uma bola fora ao não apresentar uma configuração eletrificada da Niagara. Por enquanto, com o motor 1.3 turbo, a missão é disputar mercado com as versões a diesel da Fiat Toro, da Ram Rampage e da híbrida Maverick. Durante a apresentação, a montadora limitou-se a prometer: “futuramente teremos a Niagara híbrida”. Leia-se: levará um ano.

A futura Niagara híbrida não será híbrida leve. O fabricante já disse que o sistema tracionará as rodas. Ela entrará, a partir de novembro, em um segmento que emplacou mais de 80 mil unidades em 2025 e promete crescer em 2026.

Vale lembrar que, em novembro, mesmo mês da chegada da nova Renault, também desembarca a BYD Mako 4x2 híbrida plug-in, derivada do Song Pro e produzida na Bahia.

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Jornalista, creator, diplomado pela Universidade Católica de Pernambuco, técnico em mecânica e premiado como um dos mais admirados do setor automotivo do país. Atua no segmento desde 1995 e está presente nas principais coberturas de lançamentos e salões nacionais e internacionais.

 

 

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