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O efeito Cleitinho, Bolsonaro e Pablo Marçal na corrida pela prefeitura de São Paulo

'Estou 100 porcento com o Bolsonaro e 100 porcento com Marçal', comentou o senador em um post do candidato à capital paulista

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O efeito Cleitinho, Bolsonaro e Pablo Marçal na corrida pela prefeitura de São Paulo • Reprodução Redes/ Senado

O senador Cleitinho (Republicanos), sempre à direita e sempre partidariamente independente, resolveu deixar claro seu posicionamento sobre a corrida eleitoral em São Paulo. Além de reforçar apoio ao candidato Pablo Marçal (PRTB), Cleitinho aproveitou para dizer que continua ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apesar de divergir dele sobre a eleição na capital paulista.

Com Marçal e Bolsonaro

Nesta sexta-feira (23), o senador comentou um dos posts de Marçal. "Simples estou 100 porcento 100 porcento com Marçal e 100 porcento focado para não deixar nem Nunes e nem Boulos ganhar essa eleição", escreveu.

Mão dupla

O posicionamento de Cleitinho é uma via de mão dupla, ele confere visibilidade a Pablo Marçal e ao mesmo tempo ao próprio senador, que se torna cada vez mais conhecido fora de Minas Gerais. Cleitinho e Marçal tem características em comum que tornam o ele entre eles legítimo: são de direita, são polêmicos e são fortes nas redes sociais. Esse combo tem funcionado como uma receita de bolo em eleições dentro de fora do Brasil.

Ao dizer que está com Pablo e com Bolsonaro, Cleitinho se coloca no melhor dos mundos: ele mantem seu elo com o ex-presidente, o que é fundamental para qualquer projeto político dele em 2026, e ao mesmo tempo reforça seus próprios valores e aproveita a onda de Marçal.

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Aliás, Marçal adota a mesma estratégia. Mesmo não sendo o candidato de Bolsonaro, já que o PL apoia Ricardo Nunes (MDB) em São Paulo, Pablo reforça o tempo todo que ele está com Bolsonaro, independente do apoio do ex-presidente. E é justamente esta postura que pode atrair votos bolsonaristas para a chapa dele que fala, inclusive, em "tríplice coroa" "Bolsonaro, Tarcísio e Marçal" para 2026.

A menos que Bolsonaro, claramente, se coloque várias vezes e publicamente contra Marçal, o candidato do PRTB, provalemente, conseguirá mais votos bolsonaristas que o próprio candidato do PL em São Paulo.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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