Inimputabilidade: o atestado médico que pode livrar Bolsonaro da prisão
Aliados afirmam que ex-presidente estaria em surto

A avaliação de aliados de Jair Bolsonaro de que ele estaria em "surto" quando tentou violar a tornozeleira eletrônica pode ser a chave para livrar o ex-presidente da prisão. O vídeo liberado pela Seap que mostra o equipamento danificado e Bolsonaro respondendo a uma agente que tentou violar a tornozeleira usando um ferro de solda “por curiosidade” pode reforçar a argumentação de que o ex-presidente não estaria mentalmente estável.
Caso consiga provar, por meio de laudos, que o ex-presidente esteja sofrendo algum distúrbio de ordem mental, a defesa pode pleitear a inimputabilidade de Bolsonaro. Segundo o artigo 26 do Código Penal, fica isento da pena o agente que, por doença de ordem mental, seja incapaz de entender a ilegalidade do ato.
Até o momento, os atestados apresentados pela defesa de Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal não relatam as crises de ansiedade que alguns aliados relatam que o ex-presidente estaria sofrendo. Os atestados registram, ”doença do refluxo gastroesofágico com esofagite; hipertensão essencial primária; doença aterosclerótica do coração; oclusão e estenose de carótidas; apneia do sono; e carcinoma de células escamosas”.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



