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Pré-candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência já está posta, diz presidente do DC

Ex-ministro do STF entra no lugar do ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo

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O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa
O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa • Fellipe Sampaio/STF

O partido Democracia Cristã (DC) oficializou uma mudança em sua estratégia para a disputa pela Presidência da República. Em entrevista ao Broadcast, o ex-deputado João Caldas, presidente nacional da legenda, confirmou que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa assumiu o posto de pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto, substituindo o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo. A informação sobre a troca havia sido antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com Caldas, a substituição reflete o desejo do eleitorado, argumentando que a mudança já foi feita pelo povo diante da falta de desempenho de Aldo Rebelo nas pesquisas eleitorais. O dirigente explicou que havia um acordo pré-estabelecido de três meses para que Aldo viabilizasse sua candidatura. Como o ex-ministro não pontuou no período de exposição, o partido optou por reavaliar o cenário, especialmente após a filiação de Joaquim Barbosa à sigla, a quem Caldas se referiu como uma "pérola" e um "diamante" que surgiu no meio do caminho.

Por outro lado, Aldo Rebelo reagiu publicamente à decisão. Em nota divulgada em seu perfil no Instagram na tarde deste sábado, 16, o ex-ministro da Defesa garantiu que sua pré-candidatura segue mantida. Ele criticou duramente a indicação de Barbosa, classificando-a como uma afronta aos princípios de transparência e decisões democráticas que devem nortear as relações políticas.

Apesar dos protestos, o presidente do DC assegurou que a pré-candidatura de Barbosa é definitiva e que o ex-magistrado representa uma alternativa para equilibrar as instituições e trazer esperança ao país. Caldas reforçou que a legenda agiu com responsabilidade institucional e que Aldo não tem motivos para reclamações, uma vez que teve sua oportunidade, mas foi rejeitado pelo eleitorado nas sondagens.

O dirigente partidário ressaltou que mantém o respeito pessoal pelo ex-ministro da Defesa e ponderou que a política deve ser feita com razão e emoção, deixando o "fígado" de lado. Por fim, Caldas acenou com a possibilidade de apoiar Aldo para outros cargos no pleito, afirmando que ele ainda tem opções viáveis como disputar uma vaga no Senado, na Câmara dos Deputados ou a um governo estadual.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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