Condenação no STF atrapalha plano de candidatura de Eduardo Bolsonaro
Inelegível, ex-deputado não pode ser suplente ao Senado por SP

A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) pode pôr fim aos planos de uma eventual candidatura à suplência do Senado por São Paulo. Segundo interlocutores, havia uma articulação em curso para que ele fosse o primeiro suplente de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Como suplente, Eduardo não precisaria fazer campanha no Brasil. Caso André do Prado fosse eleito e precisasse se afastar do mandato para ocupar outro cargo, por exemplo, Eduardo poderia retornar ao país com foro privilegiado.
Com a condenação, por unanimidade, pela Primeira Turma do Supremo pelo crime de coação no curso do processo, além da pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime inicial semiaberto e do pagamento de multa, o ex-deputado fica inelegível.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo articulou sanções e retaliações dos Estados Unidos, como tarifas sobre exportações brasileiras e a aplicação da Lei Magnitsky contra ministros do STF.
O objetivo seria coagir autoridades brasileiras e tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo que apura a tentativa de golpe de Estado.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



