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Condenação no STF atrapalha plano de candidatura de Eduardo Bolsonaro

Inelegível, ex-deputado não pode ser suplente ao Senado por SP

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Eduardo Bolsonaro • Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) pode pôr fim aos planos de uma eventual candidatura à suplência do Senado por São Paulo. Segundo interlocutores, havia uma articulação em curso para que ele fosse o primeiro suplente de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Como suplente, Eduardo não precisaria fazer campanha no Brasil. Caso André do Prado fosse eleito e precisasse se afastar do mandato para ocupar outro cargo, por exemplo, Eduardo poderia retornar ao país com foro privilegiado.

Com a condenação, por unanimidade, pela Primeira Turma do Supremo pelo crime de coação no curso do processo, além da pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime inicial semiaberto e do pagamento de multa, o ex-deputado fica inelegível.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo articulou sanções e retaliações dos Estados Unidos, como tarifas sobre exportações brasileiras e a aplicação da Lei Magnitsky contra ministros do STF.

O objetivo seria coagir autoridades brasileiras e tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo que apura a tentativa de golpe de Estado.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.