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Privatização da Copasa: cerimônia na B3 encerra processo de venda da estatal mineira

Governo mineiro tinha 50% da Copasa e agora passa a deter 5% e terá o poder de veto (golden share) em decisões

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O governo de Minas Gerais concluiu nesta terça-feira (16), em cerimônia na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, o processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

A partir de agora, a estatal mineira terá como investidora referência (principal acionista), o Grupo Equatorial, que fez uma proposta de R$ 49,03 por ação da empresa, o que totaliza R$ 5,59 bilhões pela totalidade das ações da chamada alocação prioritária.

O fim do processo acontece após a oferta subsequente de ações (“follow-on”), que registrou forte demanda entre investidores, movimentando um total de R$ 8,3 bilhões.

O CEO do Grupo Equatorial, Augusto Miranda da Paz, prometeu acelerar o processo de universalização do saneamento em Minas.

“É com senso de responsabilidade e grande satisfação que marcamos hoje a entrada da Equatorial como investidora de referência na Copasa. Nós temos um enorme prazer em iniciar essa trajetória em Minas Gerais, estado de grande relevância econômica, social e cultural do Brasil”, afirmou Augusto.

“Para a Equatorial esse é um passo muito importante em uma jornada de mais de 20 anos. Construída com disciplina, capacidade de execução e visão de longo prazo. Somos uma empresa jovem, temos 22 anos, mas nos orgulhamos de contribuir no desenvolvimento do Brasil. Chegamos em MG com muito respeito à trajetória da Copasa e o que ela representa para os mineiros”, continuou o CEO do Grupo Equatorial.

O governo mineiro tinha 50% da Copasa e agora passa a deter 5% e terá o poder de veto (golden share) em decisões.

O governador Mateus Simões (PSD) comemorou a conclusão do processo e afirmou que a agência reguladora do estado continuará sua fiscalização, o que garantirá um serviço de qualidade e não haverá mudanças nas projeções das tarifas.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.