Belo Horizonte
Itatiaia

Combate a facções e preocupação com educação marcam 2º dia do Assembleia Fiscaliza

Representantes das forças de segurança de Minas Gerais estiveram presentes na ALMG nesta quarta-feira (16)

Por
Comissão de Segurança Pública recebeu a comandante geral da PMMG, Coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues • Henrique Chendes/ALMG

A Segurança Pública foi o foco do segundo dia do Assembleia Fiscaliza. Nesta terça-feira (16), parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) receberam os principais responsáveis pelas forças de segurança de Minas Gerais.

Estiveram presentes na Casa Legislativa o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Rogério Greco, a chefe da Polícia Civil do Estado, delegada Letícia Gamboge Reis, a comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues, e a comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Coronel BM Jordana de Oliveira Filgueiras Daldegan.

Facções em foco

Rogério Greco apresentou dados relacionados à presença do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC), maiores facções criminosas do país, em Minas Gerais.

De acordo com o titular da Sejusp, o estado tem 3.085 presos faccionados atualmente. "Em torno de 2.100 do PCC e 800 do CV, o resto dividido em ADA e outras facções menores", afirmou.

Greco explicou ainda que o sistema prisional de MG aumentou significativamente o número de detentos nos últimos meses.

“Nós tivemos aumento significativo no ano passado. Em 12 meses nós pulamos de 60 mil para 72 mil presos. Um acréscimo muito grande. Hoje Minas tem a segunda maior população prisional do país”, disse.

Colégio Tiradentes em pauta

Durante a tarde, a comandante geral da PMMG abordou, entre outras questões, a expansão do número de Colégios Tiradentes no estado. A deputada Beatriz Cerqueira (PT) apontou preocupação com o fato de que as unidades poderiam substituir escolas estaduais.

"Os Colégios Tiradentes são importantes, são necessários, mas não substituem a escola estadual. E a dinâmica que hoje está em várias regiões do estado são escolas estaduais lutando pela sua sobrevivência e pelo seu direito de existir enquanto escola estadual porque o governador tem ido aos municípios, anunciando novos Colégios Tiradentes não acrescentando ao sistema, mas fechando uma escola estadual. Não se fecha uma escola estadual para criar um Colégio Tiradentes. Se mantém uma escola estadual e se cria um Colégio Tiradentes", argumentou a parlamentar.

A Coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues respondeu.

"Com relação aos Colégios Tiradentes, esse é um projeto específico da Secretaria do Estado de Educação, em que a Polícia Militar é uma apoiadora, uma ajudadora. E nós estamos colocando à disposição da sociedade aquilo que temos de melhor. Eu, como uma eterna aluna do Colégio Tiradentes, fiz o ensino médio no Colégio Tiradentes, tanto eu como meus irmãos nos formamos no Colégio e sabemos os valores, tudo aquilo que é ensinado, a qualidade do ensino que nós estamos prontos para colocar à disposição da sociedade", destacou.

Terceiro dia

O terceiro dia do Assembleia Fiscaliza será nesta quarta-feira (17). Serão ouvidos representantes da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), às 9h (de Brasília), e da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult).

Por

Nuno Krause é repórter de política da Rádio Itatiaia. Antes, ficou dois anos no portal Itatiaia Esporte. Formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), acumula passagens também por Bahia Notícias, Jornal A TARDE e Rádio Salvador FM.