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Haddad e Tarcísio protagonizam debate nacionalizado

Crime organizado, feminicídio, privatização, taxa de juros, Lula e Bolsonaro: os assuntos que dominaram o 1° embate em São Paulo

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Tarcísio e Haddad divergem sobre renegociação da dívida de São Paulo
Tarcísio e Haddad divergem sobre renegociação da dívida de São Paulo • Renato Pizzutto/Band

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) protagonizaram, neste domingo (9), na TV Band, um debate morno e nacionalizado na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. Apesar da agilidade de Tarcísio nas respostas, Haddad quem pautou as principais polêmicas, citando o movimento antivacina, a violência contra a mulher e o caso Master.

Lula e Bolsonaro

Haddad citou Jair Bolsonaro (PL) várias vezes e chegou a perguntar se o adversário tinha vergonha do ex-presidente da República. O que seria uma tentativa de transferir para Tarcísio o desgaste de Bolsonaro acabou dando ao governador a oportunidade de dizer que “gratidão não prescreve”, um aceno claro ao ex-mandatário, pai do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. Embora o Republicanos tenha optado pela neutralidade na disputa presidencial, Tarcísio de Freitas declarou apoio ao senador. Ao contrário do que fez o ex-ministro da Fazenda, citado por Bolsonaro, o governador não mencionou o governo federal nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que Haddad fez várias vezes.

Feminicídio

Em uma clara estratégia de achar falhas no que seriam pontos fortes do adversário, o petista focou em interpelar o governador em dois temas específicos: segurança, um dos pilares das candidaturas de direita, e economia. Haddad responsabilizou Tarcísio pelo fato de São Paulo ter tido um crescimento econômico menor que o do Brasil nos últimos 12 meses e citou os números de feminicídio. O ex-ministro da Fazenda usou o tema como trampolim para anunciar a proposta de criar um gabinete institucional de segurança.

Caso Master

A despeito da alta taxa atual de juros, o ex-ministro da Fazenda lembrou a Selic do final da gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central e aproveitou para dizer que não apenas a taxa era alta, mas que, sob o comando do economista na instituição, aconteceu o maior escândalo financeiro da história do Brasil, o caso Master.

Tráfico e Lava Jato

A reação de Tarcísio à ofensiva de Haddad teve dois momentos de destaque. Primeiro, o governador acusou o petista de dividir o palco com uma traficante na Baixada Santista e, depois, perguntou ao ex-ministro sobre a Lava Jato, investigação que levou à prisão do presidente Lula. Apesar da investida, Haddad ignorou a pergunta do concorrente.

Mesmo com a troca de farpas, com o ex-ministro da Fazenda chamando o governador de “concurseiro decoreba” e mandá-lo baixar a bola sendo retrucado com um “não entende de números”, os postulantes passaram duas horas sem gerar no público fortes emoções. Além da organização, um destaque importante foi o fato de os candidatos aproveitarem o tempo para apresentar propostas, o que é o principal objetivo do debate.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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