Aliados de Eduardo classificam condenação no STF como perseguição e ‘absurdo’
Denúncias de ex-deputado estavam amparadas em tratados internacionais, afirmam correligionários

A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro está sendo classificada como perseguição e absurdo pelos aliados.
“É um completo absurdo essa condenação do deputado Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo, uma vez que as denúncias que ele fez estão amparadas no fato de que o Brasil é signatário de tratados internacionais de direitos humanos que foram violados pelo ministro Alexandre de Moraes enquanto julgava Jair Messias Bolsonaro”, afirma o deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL-MG).
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou o político pelo crime de coação no curso do processo em que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), respondia por tentativa de golpe. Além da pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime inicial semiaberto e multa, o ex-deputado fica inelegível.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-deputado articulou sanções e retaliações dos Estados Unidos, como tarifas de exportação ao Brasil e a aplicação da Lei Magnitsky contra ministros do Supremo Tribunal Federal. O objetivo seria coagir autoridades brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai.
Segundo Caporezzo, a punição ao ministro Alexandre de Moraes era perfeitamente cabível.
“Por exemplo, o princípio do juiz natural, que é um direito humano básico, estabelece que o juiz precisa ser imparcial; ele não pode ser vítima e julgador no próprio processo. Lembrando que agora Moraes é o executor da pena contra Jair Bolsonaro. Esclarecendo a questão da Lei Magnitsky e do tarifaço: a Lei Magnitsky foi aplicada pelo presidente Donald Trump, amparado no fato de que Moraes violou direitos de cidadãos norte-americanos. E o tarifaço não foi uma política solicitada por Eduardo Bolsonaro, mas aplicada por Donald Trump por iniciativa própria, como ele mesmo admite e como fez não somente com o Brasil, mas com diversos outros países, tanto da Europa quanto das Américas, como aconteceu com o Canadá”, justifica o aliado de Eduardo.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



