A Justiça inglesa marcou, a pedido da BHP, uma audiência para o dia 12 de março a fim de decidir se a mineradora poderá recorrer
Segundo a corte inglesa, o rompimento foi causado por negligência, imprudência e/ou imperícia da BHP. Para recorrer da decisão, a mineradora precisa de autorização. Em janeiro, a empresa teve negado pelo Tribunal Superior o pedido de permissão para apelar.
De acordo com o escritório Pogust Goodhead, a marcação da audiência não acarreta atraso na segunda fase do julgamento, já que o pedido de autorização para recorrer ocorre paralelamente ao processo principal.
Os advogados representam 380 mil atingidos; cerca de 300 mil aderiram ao acordo no Brasil e não fazem mais parte da ação inglesa.
Procurada, a mineradora informou que, por enquanto, não vai se manifestar. A segunda fase do julgamento começa em abril de 2027 e fará a análise dos danos alegados pelos atingidos, para posterior definição das indenizações a serem pagas.
A expectativa é que essa etapa se estenda até dezembro de 2027, com as sustentações finais marcadas para março de 2028.