O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai intensificar sua agenda internacional no primeiro semestre. Segundo aliados, após a visita a Israel, o parlamentar pretende viajar a outros países governados por políticos de direita. Flávio participou da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, em Jerusalém, e foi recebido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
O senador tem colocado na mesa compromissos de campanha com a comunidade internacional, na tentativa de fortalecer o apoio externo ao seu nome.
Durante a agenda em Israel, Flávio declarou que, se for eleito, vai retomar integralmente as relações comerciais com o país e pretende transferir a Embaixada do Brasil para Jerusalém. Atualmente, a representação diplomática brasileira fica em Tel Aviv e está sem embaixador desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi considerado “persona non grata” pelo governo israelense. O senador também se referiu a Lula como “simpatizante de terroristas” e entregou a Netanyahu uma camisa do Palmeiras, como presente em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na lista de viagens do senador estariam países como a Itália, da primeira-ministra Giorgia Meloni, e a Hungria, do primeiro-ministro Viktor Orbán. Na América Latina, Flávio deve visitar a Argentina, governada por Javier Milei; o Paraguai, de Santiago Peña; e o Chile, para a posse do novo presidente José Antonio Kast, em março.