Mariana: 15 das 49 cidades afetadas optaram pela repactuação no Brasil

Prazo de adesão termina em 6 de março; para atrair prefeituras para o acordo brasileiro, mineradora vai antecipar primeira parcela do pagamento

Rompimento da barragem da Samarco

Quinze dos 49 municípios afetados pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, na região Central de Minas, optaram pela repactuação no Brasil ao invés da ação judicial em Londres.

O prazo para adesão, segundo acordo protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF), termina no dia 6 de março.

Para tentar atrair mais municípios para a repactuação brasileira, a Samarco antecipou o pagamento da primeira parcela.

A data para recebimento da primeira parcela para quem assinou após 26 de novembro de 2024 era junho deste ano. Agora, os municípios vão receber até 30 dias após a adesão, com exceção de Ponte Nova, que receberá no dia 6 de março.

Os municípios que aderiram até o vigésimo dia após a homologação do acordo, assinado em 6 de novembro do ano passado, já receberam a primeira parcela em 6 de dezembro de 2024.

O último município a aderir foi Pingo D'água, que assinou o termo na quarta-feira (26).

Assinaram o acordo no Brasil até o momento:

MG
Bugre, Caratinga, Ponte Nova, Iapu, Santana do Paraíso, Marliéria, Córrego Novo, Sobrália e Pingo D’água.

ES
Anchieta, Fundão, Serra, Linhares, Conceição da Barra e São Mateus.

Programa de Indenizações

A mineradora lançou, na última quarta-feira (26), o Programa Indenizatório Definitivo (PUD) para pessoas físicas e jurídicas. Até o momento, segundo a Samarco, a plataforma teve 250 mil acessos.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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