Sabatina de Galípolo será realizada depois das eleições

Indicado para a presidência do Banco Central terá que passar pela Comissão de Assuntos Econômicos antes de a votação ir ao plenário, no dia 8 de outubro

Sabatina de Galípolo será depois das eleições

A sabatina de Gabriel Galípolo, indicado para a presidência do Banco Central, será realizada depois das eleições. A votação em plenário deve ser no dia 8 de outubro. Pelo terceiro dia consecutivo, o atual diretor de Política Monetária do BC tem circulado pelos corredores do Senado e visitado parlamentares, fazendo o chamado “beija-mão”. O objetivo é alinhar expectativas e tentar garantir votos dos senadores.

Vontade do Governo
O governo defendia que fosse no dia 10 de setembro, antes da reunião do Conselho de Política Monetária (COPOM), marcada para o dia 17. No entanto, conforme adiantado pela coluna, o senador Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Congresso Nacional, confirmou que será no dia 08 do próximo mês.

Congresso esvaziado
Segundo apurou a coluna, a sabatina só seria realizada antes das eleições se o governo fizesse o movimento de ligar para os senadores da base convocando os parlamentares para votação. Caso contrário, a marcação seria feita depois do pleito, já que o Congresso está esvaziado por causa das eleições municipais.

Passando pela Comissão de Assuntos Econômicos, Gabriel Galípolo precisa de votos de 41 dos 81 senadores no Plenário.

O que esperar de Galípolo
Atual diretor de Política Monetária do Banco Central, Galípolo já foi secretário-executivo do Ministério da Fazenda, 02 de Fernando Haddad. Além de ser um nome indicado pelo governo, também tem aceitação do mercado. A expectativa é que ele adote uma postura técnica. O desejo do governo é que a inflação fique sob controle, mas os juros não sejam altos, para que o poder de compra da população e de investimento da iniciativa privada seja mantido.

Galípolo entra no lugar de Roberto Campos Neto que tem mandato até dezembro. No entanto, o Planalto pode antecipar a transição.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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