Estudo revela novo refúgio climático de onças após incêndios no Pantanal

Local é protegido pelo governo federal e só pode ser acessado de barco, porque não conta com trilhas ou estradas

Para monitorar os animais, cientistas usaram câmeras fixas no local

O Pantanal brasileiro sofre com grandes queimadas que ameaçam a presença das onças-pintadas no local. No ano passado, por exemplo, três onças foram encontradas mortas por causa de um grande incêndio. A onça Gaia, símbolo do bioma, também morreu pelo mesmo motivo.

Porém, um estudo publicado na revista científica Global Change Biology nesta terça-feira (15) demonstrou que o número desses animais aumentou. Isso acontece graças à presença de uma área alagada protegida que funciona como refúgio para as onças. O local é conhecido por abrigar a maior densidade populacional desses felinos no mundo.

A área tem cerca de 14.851 hectares e é protegida pelo governo federal. Só é possível acessar o local de barco, não há estradas nem trilhas que levem ao refúgio. Para realizar o estudo, os cientistas utilizaram vídeos e imagens de câmeras de campo capturadas antes, durante e depois do incêndio.

A pesquisa revelou que a atividade das onças-pintadas na área caiu logo após o incêndio, mas depois apresentou um aumento significativo. Isso se deve, principalmente, ao nascimento de filhotes e à chegada de animais vindos de outras áreas, reforçando o caráter de refúgio do local.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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