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De acordo com o meteorologista Lizandro Gemiacki, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), essas precipitações costumam ser de baixa intensidade, isoladas e, às vezes, acompanhadas de rajadas de vento e até granizo.
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“Esse tempo com chuvas meio isoladas, de pouca quantidade, algumas rajadas de vento e até eventualmente granizo, é relativamente comum durante o inverno, na estação seca. Tanto é que, se olharmos a média, deve ser de poucos milímetros, mas existe essa chance de chuva com pouca quantidade”, disse.
A ocorrência dessas pancadas está ligada à propagação de um cavado — área de baixa pressão relativa associada a uma ondulação no fluxo de ventos — em níveis médios da atmosfera. “Esse sistema meteorológico contribui para gerar instabilidade e provocar chuvas em algumas regiões”, explica o especialista.
Lizandro destaca ainda que “o período seco não é 100% seco. Sempre há chance de alguns milímetros de chuva.” Ele lembra que situações de seca extrema, como a registrada no ano passado ou em 1963, quando quase metade do ano passou sem registros significativos de precipitação, são exceções.
Para este fim de semana, as chuvas devem ocorrer em Belo Horizonte e também em regiões como Sul de Minas, Zona da Mata e Região Central.
Na capital, a umidade relativa mínima do ar deve ficar em torno de 35% à tarde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica índices entre 20% e 30% como estado de atenção; abaixo de 20%, como estado de alerta. O ideal para a saúde humana varia entre 40% e 70%.
A boa notícia, segundo o meteorologista, é que “a umidade relativa já hoje fica mais elevada.” No entanto, o alívio deve durar pouco. “No sábado ainda há chance de chuva, mas no domingo já deve limpar, com o retorno de uma massa de ar mais seco.”