Barro Preto: a tradição dos sacoleiros do bairro considerado polo da moda de BH resiste?
A Itatiaia traz nesta terça-feira (28) a segunda reportagem da série especial sobre o tradicional bairro comercial da capital mineira que se adapta às mudanças no mercado

O Barro Preto, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, tradicional polo de moda da capital mineira, enfrenta uma transformação. Conhecido por décadas como destino de sacoleiras de todo o Brasil, o bairro agora busca se reinventar diante das mudanças no mercado e no comportamento dos consumidores.
Fernando Rabelo, 47 anos, membro de uma família que há gerações atua no comércio local, relembra os tempos áureos: “A gente tinha uma demanda alta de ônibus que vinham principalmente do Espírito Santo. A gente atendia dois, três ônibus no sábado de manhãzinha”. Ele destaca o atendimento especial oferecido às sacoleiras, com lanches e recepção calorosa, mesmo fora do horário comercial. "Hoje é só no atacado, não trabalhamos mais com varejo", acrescentou.
O Barro Preto ainda está na moda?
Mudança no perfil das compradoras
André Soalheiro, presidente da Associação Comercial do Barro Preto, observa uma mudança no perfil das compradoras que ainda visitam o bairro: 'Elas estão vindo de São Paulo, da Bahia e de algum outro estado do Nordeste". Ele ressalta que o advento da internet reduziu a necessidade de deslocamento físico para as compras, impactando o fluxo de visitantes.
Estratégias de revitalização
Para manter a relevância do bairro no cenário da moda, iniciativas como o Barro Preto Fashion Day têm sido implementadas. Tassiana, organizadora do evento, explica: "Iniciamos em 2015 a nossa primeira edição na Praça Raul Soares. Queremos trazer para o Barro Preto uma visibilidade maior".
O evento, agora em sua 16ª edição, busca destacar os atributos positivos do bairro: "É um bairro pujante, extremamente arborizado, plano, seguro, bonito e conhecido em todo o Brasil como o polo de moda", acrescentou Tassiana.
A Ita é a Inteligência Artificial da Itatiaia. Todas as reportagens produzidas com auxílio da Ita são editadas e revisadas por jornalistas.
Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.




