Ouça a rádio

Ouvindo...

Times

Candidata perde prova por atraso de ônibus e deve ser indenizada em R$ 10 mil no interior de Minas

Ela aguardou mais de três horas no ponto de embarque, em Três Corações (MG)

Passageiros aguardam na rodoviária de Três Corações (MG), em um dia ensolarado

Passageiros aguardam na rodoviária de Três Corações (MG)

Google Maps | Reprodução

Uma enfermeira deverá ser indenizada por não ter conseguido fazer a prova do Curso de Formação de Oficiais do Exército Brasileiro, devido a um atraso no ônibus que pegaria para chegar ao local do exame. A profissional esperou por mais de três horas no ponto de ônibus.

O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) determinou que a viação responsável pelo trecho deverá indenizar a passageira em R$ 10 mil, por danos morais.

Leia Também

Ônibus não apareceu

No dia 14 de setembro de 2019, a enfermeira comprou dois bilhetes no guichê da empresa, para embarcar no Posto do Trevo de Três Corações (MG), cerca de 4 horas da capital mineira, com destino à cidade de Campinas (SP). A previsão de chegada era 1h15 da madrugada do dia 15 de setembro. O exame estava agendado para 8 horas da manhã desse dia, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército.

Apesar de a candidata ter chegado meia hora antes da saída do ônibus, ela esperou por mais de 3h pelo coletivo, que não apareceu. Após a espera, a enfermeira voltou para casa.

Confronto judicial

No processo, a mulher afirmou que a viação limitou-se a pedir desculpas e oferecer passagens para compensar o prejuízo causado.

A companhia contestou a versão da consumidora, sustentando que ela não provou os fatos alegados e defendendo que o boletim de ocorrência apresentado era um documento unilateral. Além disso, a empresa afirmou que não houve falha na prestação de serviços, pois o veículo fez a parada regular no local de embarque, mas com atraso.

No entanto, a empresa não comprovou que o transporte cumpriu o embarque conforme previsto. Assim, a 1ª Vara Cível de Três Corações acolheu o pedido da consumidora e condenou a empresa a indenizá-la em R$ 10 mil, por danos morais, acrescidos do valor pago pelos bilhetes (R$ 131,76).

O magistrado reconheceu a existência de danos morais, porque a enfermeira deixou de realizar a prova de concurso para a qual se preparou.

(Com informações do TJMG)

Participe do canal da Itatiaia no Whatsapp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular. Clique aqui e se inscreva.

Leia mais