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Homem que agrediu cantora e matou PM em 48 horas começa a ser julgado em fevereiro

Acusado de 35 anos deu garrafada em mulher e, dois dias depois, tomou arma de policial e o executou na região Norte de BH; suspeito responde por homicídio qualificado

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Suspeito agrediu cantora em boate e, dois dias depois, matou policial após desentendimento em rua do bairro São Bernardo, em BH

Imagens cedidas à Itatiaia

A Justiça começa a julgar, em fevereiro, o homem de 35 anos acusado de tomar a arma de um policial e o executá-lo em outubro de 2023, no bairro São Bernardo, na região Norte de Belo Horizonte. O réu, que deve ir a júri popular pelo crime, também é acusado de ter agredido uma cantora dentro de uma boate apenas dois dias antes de matar o policial.

Wellington Henrique de Sousa responde por homicídio qualificado por motivo fútil, com pena de até 30 anos de prisão. Ele se tornou réu no dia 13 de novembro, menos de um mês depois do crime. Wellington vai passar pela audiência de instrução e julgamento na tarde do dia 28 de fevereiro, segundo determinação do juiz Roberto Oliveira Araújo Silva.

Nesta audiência, as partes apresentam provas e argumentam diante do juiz. Além disso, testemunhas são ouvidas e debates para esclarecimento de fatos podem ocorrer.

Wellington segue preso desde o dia 18 de outubro, quando foi detido na Ocupação Dandara, entre as regiões Norte e Pampulha, junto com dois supostos membros de uma torcida organizada do Cruzeiro. Até o momento, não há informações sobre o julgamento do caso da agressão contra a cantora.

A Itatiaia tenta contato com o advogado de Wellington. O registro do defensor na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) não conta com telefone ou e-mail para contato. O espaço segue aberto.

Relembre os casos

A cantora Laura Ferrer, de 25 anos, foi agredida com uma garrafada na cabeça ao tentar defender uma amiga que estava sendo assediada em uma boate na avenida Portugal, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, na madrugada de domingo (15). Durante o evento no Central Pub BH, um homem teria tentado abrir a roupa da amiga dela duas vezes. Na segunda tentativa, as duas começaram a discutir com o assediador e, no meio da confusão, um segundo homem se aproximou e mandou as duas mulheres ficarem quietas, “senão ele iria matá-las”.

A jovem jogou um copo de cerveja no homem para se defender e, logo depois, o suspeito jogou uma garrafa de vidro na cabeça dela, começando a sangrar logo em sequência. Laura disse aos policiais que foi socorrida por amigos e afirmou que os seguranças da boate não deram nenhum tipo de apoio a ela e a amiga. Do lado de fora da boate, os dois homens voltaram a ameaçar as duas mulheres antes de fugirem do local, em direção ao bairro São Tomaz.

Dois dias depois, na terça-feira (17), o sargento da policial militar Wellington da Costa Barros, de 42 anos, foi morto após uma briga de trânsito na rua Flamengo, no bairro São Bernardo, na região Norte de Belo Horizonte. O militar teria buzinado para um homem que atravessou em frente ao carro dele. O pedestre, revoltado, deu um tapa na cara do militar. O policial desceu do carro e outros entraram em vias de fato. Durante a confusão, o suspeito pegou a arma do sargento e fez dois disparos: um na barriga e o outro da cabeça.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
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